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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Tatto: Erundina traz a esquerda; Maluf, a direita

No Brasil 247

As alianças com o PP, de Paulo Maluf, e o PSB, de Luiza Erundina, deram ao pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo mais de 7 minutos de tempo de propaganda eleitoral. Mais do que isso, na avaliação do líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), as figuras de Maluf e Erundina vão garantir ao petista votos que o partido normalmente não alcançaria. "O Maluf agrega um eleitor que não vota PT, que é o eleitorado conservador, de direita. Já a Erundina pega a esquerda, a igreja progressista", disse o petista ao portal IG. Vista por esse lado, a estratégia beiraria a perfeição, mas coligar com apostos não vai tirar nenhum voto de Haddad, deputado?

Erundina foi a primeira a externar desconforto sobre a possibilidade de frequentar um palanque ao lado de Maluf. Se nem do lado de dentro da coligação o clima é de conforto, imagina do lado de fora. A mensagem que o PT passa ao coligar com PP e PSB é de que vale tudo para eleger Haddad. Ainda que alguns de seus eleitores concordem com o raciocínio, outros tantos, que ainda conseguiam ver no partido uma sigla diferente, acabam de ganhar um motivo para passar a tratar o PT como qualquer outra legenda.

Com as alianças em São Paulo, o PT vira definitivamente um partido igual ou até pior, já que, na lógica de Tatto, se assume de dois lados e pode acabar sem nenhum. Ao tentar "garantir" os votos de direitistas e esquerdistas (o próprio Maluf disse que eles não existem mais), o PT não estaria se livrando do voto de confiança que seus eleitores insistiram em lhe dar mesmo após denúncias e denúncias de corrupção? Por mais que os dirigentes do partido insistam em negá-lo, não há como esconder o clima de desconforto.

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