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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: R$ 2,5 milhões em nome de Garibaldi e Valter Alves

O empresário de construção com quem Alcides Barbosa se relaciona é Ricardo Gontijo, da Direcional. É essa empresa que inicia conversações para implantar o projeto de casas no RN.

O principal intermediário dessa negociação era Rousseaux Rocha, assessor do ex-governador Iberê Ferreira. Foi através de Rousseaux e de seu cunhado, Pablo, arquiteto, Alcides esteve em Natal negociando com a prefeitura de Natal e com a prefeitura de Parnamirim. Foi numa dessas ocasiões em 2010 que Alcides foi ao apartamento de José Agripino, onde testemunhou George Olímpio passar quatro cheques para a campanha do senador.

No meio dessas negociações, já em 2011 Ricardo Gontijo esteve com Garibaldi Alves no gabinete do ministro em Brasília. Mas antes disso, Rousseaux havia procurado Alcides no início do governo Rosalba informando que Garibaldi e Valter Alves tinham indicado o secretário de habitação e poderiam intermediar a execução do negócio das casas. Para isso, Gontijo e Alcides precisariam pagar, em propina, R$ 2,5 milhões para o pai ministro e o filho deputado estadual. Valtinho também teria exigido participação nos lucros.

Barbosa, no entanto, é de opinião que Rousseaux mentia e usava o nome de Garibaldi e Valter para ficar com o dinheiro.

De todo modo, após o encontro de Gontijo com Garibaldi em Brasília, ele e Alcides estiveram em um encontro com Rosalba Ciarlini e Carlos Augusto Rosado, na casa da governadora, intermediados pelo ministro.

O ministro Garibaldi levou Alcides e Ricardo Gontijo para um encontro com a governadora. Nessa negociação um terreno que na verdade pertencia à Datanorte foi apresentado como terreno privado para o negócio das casas.

Segundo Alcides, Rousseaux estava articulando tudo sobre a construção de casas, em várias secretárias. Um dos promotores pergunta como Rousseaux conseguia isso, sem apoio do deputado por trás, duvidando da impressão de Alcides que Garibaldi e Valter tinham seus nomes usados indevidamente por Rousseaux Rocha. Alcides não sabe, mas diz que se Valter estivesse envolvido, era muito artista porque no aeroporto, quando se encontraram, Valter não sabia quem era Alcides.

No entanto, não fica claro para mim por que Valter não saber quem era Alcides Barbosa é decisivo para que o deputado nada tivesse a ver com o pedido de propina. Afinal, Valter e Garibaldi Alves poderiam, por exemplo, conhecer o lobista paulista apenas de nome. Ou não?

Segundo Alcides, haviam várias secretarias articuladas para organizar o negócio das casas. E Rousseaux Rocha usava o nome de Valter Alves para isso. Nesse contexto, uma secretária do estado tinha que dar um parecer ou um documento ambiental. Quem era? Alcides não identifica, mas eu suponho que fosse a então Consultora Geral do Estado.

Alcides pretendia fazer reunião com Rosalba e Maurício Marques. O acordo fechado com a prefeitura de Parnamirim previa a construção de 5700 casas. A conversa sobre isso havia sido adiantada para Carlos Augusto Rosado.

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