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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia tem digitais na administração da saúde do Estado

Do site de Mineiro

A Operação Assepsia deflagrada nesta quarta-feira (27) pelo Ministério Público Estadual tem digitais na contratação de Organizações Sociais para gerir o Hospital da Mulher de Mossoró. De acordo com a petição do Ministério Público enviada à Justiça, o procurador Alexandre Magno atuava como lobista das O.S e agiu no Estado para a contratação da Associação Marca para o Hospital da Mulher de Mossoró.

Leia a petição do Ministério Público

Alexandre Magno Alves teria agido inicialmente na Secretaria Municipal de Saúde em conjunto com o ex-secretário Thiago Trindade, para favorecer organizações sociais em licitações fraudulentas. Depois da exoneração de Tiago Trindade da SMS, Alexandre Magno foi requisitado para trabalhar na Secretaria Estadual de Saúde Pública, onde passou a fazer lobby para a Associação Marca (Página 181).

As interceptações telefônicas apontam que Magno atuou para que o Governo do Estado firmasse um contrato com a Associação Marca para gerir o Hospital da Mulher de Mossoró. (Página 286) O contrato foi de R$ 16,8 milhões e firmado em março de 2012 para um prazo de seis meses. Até junho deste ano, o governo do Estado já transferiu R$ 10,6 milhões para a Marca.

A atuação do procurador Alexandre Magno, segundo o documento do Ministério Público, era a de lobista e também incluía a realização de licitações dirigidas para as Organizações Sociais. A Associação Marca foi "escolhida" em junho de 2011 (Pag 288) , quase um ano antes do início do contrato. O dinheiro desviado abastecia empresas ligadas ao procurador, pagava passagens aéreas, hospedagens e despesas pessoais dos envolvidos.

Segundo dados colhidos no Portal da Transparência, o contrato da Marca com a prefeitura foi de R$ 26 milhões. O caso vem sendo denunciado pelo deputado Fernando Mineiro desde o início de 2012. Mineiro realizou inclusive uma audiência pública sobre o tema e denunciou a forma suspeita como o contrato entre o Governo do Estado e a Associação Marca foi firmado.

Outra coisa que chama a atenção é que no mesmo dia que foi deflagrada a Operação Assepsia, a Associação Marca foi qualificada pela prefeitura de Natal para participar da licitação para administrar a UPA de Cidade da Esperança.

A operação ocorre sete dias depois que a Assembleia Legislativa aprovou uma lei que autoriza a contratação de O.S para todo o serviço público, semelhante ao que ocorreu no município de Natal.

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