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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Maria das Graças, presidente do IPAS, merendeira e laranja

A petição do ministério público estadual deixa claro que o Instituto Pernambucano de Assistência Social (IPAS), primeiro contratado para administrar a UPA de Pajuçara, é, na verdade, uma instituição controlada pelo empresário Paulo Luiz Alves Magnus.  Organizado como OSCIP, o IPAS foi contratado pela SMS em 2010 após um processo relâmpago que durou um dia de reconhecimento como Organização Social pela prefeitura.  Além de tudo, recebeu uma parcela de mais de R$ 1 milhão antecipadamente.  Motivo?  Não tinha sede em Natal - foi contratada com CNPJ de Pernambuco que depois foi retificado.  O dinheiro serviria para montar a estrutura na capital potiguar.
O IPAS é presidido por uma laranja.  Maria das Graças Mendes da Silva é merendeira no município de Agrestina (PE), sede da instituição.

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