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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Ex-secretário assinou contratos após exoneração

Thiago Trindade foi exonerado do cargo de Secretário Municipal de Saúde em 12 de maio de 2011.  Antes disso, em 30 de março, foram publicados os extratos dos contratos de gestão dos Ambulatórios Médicos Especializados (AMEs) de Igapó e Felipe Camarão.
Qual a relação disso tudo?
Em conversa interceptada em 12 de julho de 2011 entre Rose Bravo e Risiely Lunkes há uma informação importante: 

Complementando, ROSI diz que "Alexandre" (Alexandre Magno viajou ao Rio de Janeiro nesse período) foi na noite anterior para Natal e levou consigo o "contrato e os anexos de Igapó e Felipe Camarão"(impressos pela própria ROSI), já assinados, para colher a assinatura de "Thiago" e entregar "lá". ROSI participa a RISIELY que, na sexta-feira, "Alexandre" havia lhe informado que havia "saído um pagamento", "uma UPA"; segundo relata, "Alexandre" havia dito que "Thobias" afirmou que a ordem bancária estava pronta e que esta deveria estar sendo encaminhada para o banco na sexta-feira. Porém, ROSI diz que "Assis" lhe informou que a ordem deveria ir para o banco no dia  seguinte. ROSI pede a RISIELY que diga ao Vice-Prefeito que a MARCA não pretende inaugurar Igapó e Felipe Camarão em razão da instabilidade e insegurança quanto aos  repasses.

Ou seja: mesmo com os contratos publicados em 30 de março, apenas em julho o já ex-secretário Thiago Trindade os assinaria.  Mais que isso: os contratos foram elaborados não no âmbito do município, mas na própria Associação Marca.
Na mesma conversa, são referidas duas outras pessoas de destaque na gestão municipal: o vice-prefeito Paulinho Freire, que está cobrando a Marca e vai receber a informação de que a organização não pretende inauguras as AMES, em virtude da instabilidade e insegurança; e o secretário Jean Valério, com quem Rose Bravo iria se encontrar juntamente com o líder da organiza ção, Tufi Meres.

Nesse momento a pressão sobre os contratos da prefeitura estava mais intensa.  Após a ocupação da Câmara Municipal durante 11 dias em junho, o parlamento se preparava para a instalação da CEI dos Contratos.

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