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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Consultor contratado pela SMS recebia R$ 22 mil por mês

Jonei Lunkes veio para Natal como representante do IPAS na tarefa de prestar assessoria na instalação da UPA de Pajuçara e, depois, administrá-la.
Em pouco tempo, no entanto, convidado por Thiago Trindade e Alexandre Magno, passou a prestar consultoria diretamente à SMS, ocupando, inclusive, uma sala no Novotel Ladeira do Sol.  Lunkes, para poder ser contratado, abriu uma empresa de consultoria.  O pagamento era feito pelo IPAS através da UPA.  Pelo serviço eram pagos R$ 22 mil mensais:

Na condição de consultor, Lunkes repassou para Paulo Magnus a minuta do edital para UPA, que seria lançado após o período de contratação emergencial.  Jonei enviou o e-mail com a minuta em 06 de outubro de 2010 e o edital foi publicado apenas em 13 de novembro.
Posteriormente, Jonei orienta Magnus sobre as possibilidades de modificação do edital para favorecer o IPAS.  Desse modo, conclui o MP, fica evidenciado que a contratação da consultoria de Jonei Lunkes atendia o interesse do então secretário Thiago Trindade e do procurador Alexandre Magno pela manutenção dos contratos em favor do esquema criminoso.  Jonei coordenou o processo licitatório que por fim contratou o IPAS, que pagava seu salário.

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