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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalista moçambicano consegue novo visto e volta ao Brasil para Cúpula dos Povos

http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/50804/jornalista+mocambicano+consegue+novo+visto+e+volta+ao+brasil+para+cupula+dos+povos

O jornalista e ativista moçambicano Jeremias Vunjanhe, que foi proibido de entrar no Brasil para participar da Cúpula dos Povos no último dia 12 de junho, conseguiu um novo visto e está voltando ao país, informou o a BBC Brasil.

De acordo com a ONG da qual Vunjanhe participa, o jornalista conseguiu um novo visto na embaixada brasileira em Maputo, capital moçambicana, e embarcou para o Brasil na noite do último domingo (17/6).

Vunjanhe coordena uma campanha da ONG contra a ação da mineradora brasileira Vale em Moçambique. Ele pretende expor a atuação da empresa no 3° Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, que fará parte da Cúpula dos Povos.

Embora tenha conseguido um novo visto, a ONG Justiça Ambiental afirma que as autoridades brasileiras ainda não explicaram por que o jornalista foi proibido de ingressar no país semana passada. Vunjanhe alega que estava com toda da documentação necessária para entrar no Brasil: visto válido por 90 dias, carta-convite da Cúpula dos Povos e comprovante de hospedagem.

Assim que chegou no Brasil, no entanto, agentes da Polícia Federal o barraram e, sem explicar os motivos, exigiram que ele voltasse para a África do Sul, de onde embarcou para vir ao país.

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