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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalista é impedido de entrar no Brasil para participar da Cúpula dos Povos

http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/50722/jornalista+de+ong+mocambicana+e+impedido+de+entrar+no+brasil+para+evento+no+rio

O jornalista Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Ambiental, de Moçambique, foi impedido de entrar no Brasil pela Polícia Federal, informou o portal do jornal Folha de S.Paulo, na última quinta-feira (14/6). Ele participaria da Cúpula dos Povos, movimento paralelo à Rio+20. Segundo nota divulgada pela organização do evento, não foi explicado ao repórter o motivo de mandá-lo de volta a seu país.

Em Moçambique, Vunjanhe é conhecido por ser crítico à atuação da companhia Vale no país, onde a instalação da mineradora brasileira tem gerado polêmica e conflitos entre o governo e os órgãos de direitos humanos locais. Na Cúpula dos Povos, o jornalista participaria do 3º Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, além de estar credenciado como observador da sociedade civil na Rio+20.

Na última terça-feira (12/6), ao desembarcar no Brasil o jornalista teve o passaporte recolhido e um carimbo: Impedido da Sistema Nacional de Impedidos e Procurados (Sinpi). Policiais da Polícia Federal, em São Paulo, confirmaram o impedimento e informaram que não serão divulgados os motivos.

Em nota, os organizadores da Cúpula dos Povos disseram que a Embaixada do Brasil, em Moçambique, concedeu visto de entrada no país a Vunjanhe, e no documento não havia qualquer restrição.

Vergonhoso
A Justiça Ambiental informou em nota que utilizará os meios disponíveis para esclarecer a questão e razões por trás deste "vergonhoso acontecimento".

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