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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Gurgel não se lembra do #Caixa2doDEMnoRN

Conversei há pouco com a secretária de comunicação da Procuradoria Geral da República, Giselly Siqueira.
Ela me explicou que tem duas dificuldades principais com respeito a dar uma resposta em breve sobre o que foi feito acerca da investigação realizada pelo MPRN que indicou a prática de Caixa 2 pelo então PFL nas eleições de 2006. A primeira é que o acesso da assessoria a investigações sigilosas é restrito - e o caso pode ter sido investigado em sigilo.
A segunda é o fato de o PGR, Roberto Gurgel, ter sofrido um acidente doméstico e fraturado um braço na semana passada. Gurgel está afastado. Antes disso, o caso havia sido levado ao PGR por Giselly. Gurgel disse não se lembrar do que se trata, mas prometeu consultar sua assessoria jurídica. Com o afastamento, o PGR ainda não repassou a resposta à demanda para a secretária de comunicação.
O que chama a atenção é a informação de que um caso em que se implicam dois senadores do DEM - entre eles, o então líder do partido e seu atual presidente, José Agripino Maia - não seja lembrado por Roberto Gurgel. Na melhor das hipóteses, não houve atenção à gravidade do que foi remetido pelo Ministério Público do RN. E é melhor nem citar a pior das hipóteses.

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