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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Filha de empreiteiro abre nova crise no Congresso

No Brasil 247

Se não bastasse a CPI do caso Cachoeira, a provável cassação do senador Demóstenes Torres e a relação de vários parlamentares da “bancada do cheque” com o empreiteiro Fernando Cavendish, da Delta, o Congresso se diante de mais um escândalo. Desta vez, o protagonista é o deputado João Bacelar (PR-BA), acusado de liderar um esquema de compra de emendas parlamentares. Quem faz a denúncia é justamente a ex-mulher do deputado, Isabela Suarez. E o que torna o caso ainda mais explosivo é o fato de Isabela ser filha de um dos empresários mais poderosos e discretos do País: o empreiteiro Carlos Suarez, que fundou a construtora OAS e também é dono da Controlar – a polêmica empresa que presta serviços de inspeção veicular em São Paulo, no Rio Grande do Norte e em outros estados [Aqui há um equívoco: a Controlar é investigada no RN mas não faz inspeção veicular no estado].

No jornal O Globo, Isabela acusou o ex-marido de comprar emendas de outros deputados. Entre os vendedores, estaria o deputado João Damasceno (PT-BA). Segundo ela, João Bacelar gastou mais de R$ 20 milhões em sua campanha, bem acima dos R$ 356 mil que foram declarados ao Tribunal Superior Eleitoral. Os recursos viriam de emendas parlamentares, negociadas por Bacelar junto a outros parlamentares. Um dos vendedores das emendas seria o deputado Geraldo Damasceno (PT-BA), que foi defendido pelo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP). “Eu confio no deputado, por sua história e sua forma de se comportar”.

O caso guarda semelhanças com um dos maiores escândalos da história do Congresso, que foi o dos “anões do orçamento”, em 1994. À época, vários parlamentares foram cassados e o mesmo pode se repetir agora. “O Conselho de Ética certamente vai apurar o caso”, disse o deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que preside o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. “É despudorado, absurdo”, reforço o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-BA), que concorre à presidência da Casa no próximo ano. “Essas emendas têm que acabar”, completa o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

João Bacelar, como se vê, é mais um parlamentar na marca do pênalti. Especialmente porque, após a separação, também perdeu o apoio do empreiteiro Carlos Suarez, dono de uma das maiores fortunas do País.

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