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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Exoneração de corregedor é notícia no Diário de Natal

Um corregedor da área policial precisa ter o mínimo de independência para garantir que maus policiais não permaneçam nas ruas, ameaçando a sociedade.  Parece que não é assim que pensa o governo Rosalba.  Exonerou o seu corregedor supostamente porque não atendia às expectativas.  Que bom se fosse assim: um corregedor não deve atender expectativas de preservar corporativismo e limitar as punições a policiais bandidos ou investigados.  A decisão já recebeu críticas de diversos atores, desde o Conselho Estadual de Direitos Humanos até o Ministério Público estadual.

No Diário de Natal


O corregedor-geral da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), Francisco de Sales Felipe, foi exonerado do cargo, curiosamente, durante viagem sua à Brasília para uma audiência na Secretaria Nacio nal de Direitos Humanos. O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha, não deu declarações sobre o afastamento do corregedor. Por meio da assessoria de imprensa, informou apenas que Sales "não estava atendendo às expectativas da secretaria".


Francisco Sales viajou na última terça-feira a Brasília para uma audiência com a ministra Maria do Rosário para tratar de assuntos relativos a segurança no Estado. Uma fonte da secretaria de Segurança comentou que Francisco Sales estaria sendo "escanteado" na Sesed possivelmente por ser visto como suspeito pelo vazamento de informações acerca de investigações sobre o envolvimento de policiais em crimes, o que teria desagradado a alta cúpula. O assunto não é comentado pelo secretário Aldair da Rocha. A reportagem tentou insistentemente o contato com o ex-corregedor geral da Sesed, mas ele também não atendeu as ligações.

A decisão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) exonerando-o do cargo foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial do Estado (DOE). Francisco de Sales havia assumido o cargo após Alexandre Henrique Pereira pedir para deixar a função no mês de agosto do ano passado. "O governo está estudando um novo nome, enquanto isso a corregedora auxiliar, Cecília Maria de Oliveira Godeiro, responderá pela corregedoria", informou a assessoria de imprensa da Sesed.

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