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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Debate sobre papel dos blogueiros chega ao Inquérito Leveson

O debate sobre o papel dos blogueiros no jornalismo chegou ao Inquérito Leveson, que investiga os padrões éticos da imprensa britânica. O juiz Brian Leveson, que lidera o inquérito aberto a pedido do premiê David Cameron após o escândalo dos grampos telefônicos do tabloide News of the World, questionou se blogueiros seriam incluídos em um novo sistema de regulação da imprensa. A pergunta surgiu durante o depoimento do jornalista Andrew Marr, da BBC, que falava sobre o crescente poder dos sites sobre política.

Marr afirmou que há, hoje, sites tão influentes "quanto qualquer jornal" e que qualquer novo sistema de regulação da mídia deveria incluí-los junto aos veículos da imprensa tradicional. O jornalista disse ainda que blogueiros políticos têm, com frequência, posições partidárias e ligações fortes com o lado que defendem. Por isso, não podem ser tratados como jornalistas tradicionais; mas, ao mesmo tempo, devem ser vistos como personagens relevantes no cenário midiático.

Regulações diferentes

A observação fez com que Leveson refletisse sobre o "enorme espectro" de conteúdo online e os limites da regulação da mídia. O juiz questionou se um futuro modelo de regulação no país deveria distinguir entre sites de jornalismo e pessoas que simplesmente fazem comentários na rede.

Leveson também pediu a Marr, ex-editor do jornal Independent, que pensasse sobre as diferenças entre as regulações da imprensa e dos meios audiovisuais. O jornalista ressaltou que, para ele, que veio de jornal, o código de conduta da BBC parece bastante rigoroso e cuidadosamente monitorado. Ele contou que, quando foi trabalhar na emissora, não esperava que o nível de controle fosse tão alto – "realmente, cada frase que você usa, quanto tempo exatamente fala com as pessoas, tudo isso está sendo acompanhado", comentou.

Por outro lado, Marr não acredita que um controle mais rígido beneficiaria necessariamente a mídia impressa. "Os jornais estão em um estado muito incerto neste país... a maioria deles está vazio, com pouco dinheiro... e nenhum deles encontrou uma resposta plausível para os desafios sobre a receita trazido pela internet", concluiu. Informações de Dan Sabbagh [The Guardian, 23/5/12].

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