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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#Caixa2doDEMnoRN: Jornalismo é fato e como tal…

Por Carlos A. Barbosa
No Blog do Barbosa

Na semana que se passou o jornalista Daniel Dantas Lemos publicou no seu blog, De Olho no Discurso, uma informação importante mas, a mídia nativa, como diria Mino Carta, ignorou. Falo da reativação do processo pelo MP do suposto Caixa 2 de Rosalba, que leva o número 137.06 .000539-0. Segundo o Portal de Serviços e-Saj, o processo está sob segredo de justiça.

Daniel Dantas Lemos afirma no De Olho no discurso que o que chama a atenção é que o processo referido diz unicamente respeito ao sigilo telefônico dos investigados. A ação penal original não está referida ali.

De acordo com Lemos, esse mesmo processo teve baixa em 28 de maio último e foi reativado agora em 13 de junho. Coincidentemente após veiculação em seu blog de áudios com interceptações telefônicas feitas pelo próprio MP com autorização judicial e também depois de uma entrevista do procurador-geral de Justiça Manoel Onofre Neto à jornalista Eliana Lima, publicada em sua coluna no jornal Tribuna do Norte. Em sua fala, o procurador ratifica o que o MP já havia dito em nota. Ou seja: que os áudios haviam sido enviados à Procuradoria Geral da República ainda em 2009.

Retomo o assunto porquanto jornalismo é fato e como tal o suposto Caixa 2 de Rosalba é um fato e a mídia nativa papa-jerimum sonega isso. Exceto O Jornal de Hoje e o portal Nominuto.com, a bem da verdade.

De resto, me vejo na obrigação de citar outra vez Mino Carta em Editorial daCartaCapital desta semana sob o título “Alberto Sordi e a mídia nativa”, onde em determinado trecho ele diz:

- Já uma fatia de brasileiros vive uma farsa sem dar-se conta, presa da convicção da mídia de que tudo quanto não noticia simplesmente não aconteceu.

Nessa linha se não é notícia é porque não houve o fato. Não é o caso do Caixa 2 de Rosalba, ou do DEM, como convém chamar. Alí existe fato com provas e que foram levadas à Procuradoria Geral da República, e que não se sabe o fim que levou. Ou melhor: Sentaram sobre elas.

Estas informações só estão sendo levadas a público graças ao “ansioso blogueiro” Daniel Dantas Lemos, como o chama o jornalista Paulo Henrique Amorim, que aliás, deu destaque as informações postadas por Lemos com o título “Gurgel se esqueceu do Caixa 2 do Demo/RN”. O Gurgel a que se refere é o procurador-geral da República Roberto Gurgel, que mandou dizer a Daniel Dantas – não o banqueiro, o jornalista – através de sua secretária, não se lembrar do que se trata, mas prometeu consultar sua assessoria jurídica.

Isso também a mídia nativa papa-jerimum não noticiou, portanto, “não aconteceu”.

Até quando haverá a sonegação da informação? Até quando o fato e não a farsa da contrainformação vai virar notícia? A conferir!

*Com charge do Bessinha

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