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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

@BlogdoBarbosa: Collor quer que Gurgel seja investigado por interromper Vegas. Seria o caso do #Caixa2doDEMnoRN?

http://blogdobarbosa.jor.br/?p=60610

Leio na Folha que o senador Fernando Collor (PTB-AL) entrou ontem com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público pedindo investigação contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. No documento, Collor aponta “inércia” de Gurgel no caso da Operação Vegas, que investigou em 2009 o grupo de Carlinhos Cachoeira e flagrou conversas do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). O procurador, ao receber o inquérito da PF na época, optou por não dar prosseguimento às investigações. Collor pede ainda que seja apurada a iniciativa de Gurgel de repassar o caso Vegas para a mulher dele, a subprocuradora Cláudia Sampaio.

Em maio publiquei aqui neste espaço um Editorial falando sobre os R$ 100 mil que Carlos Augusto Rosado, marido da atual governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini, mandou depositar na conta do deputado federal Betinho Rosado (DEM), na campanha de sua esposa ao Senado em 2006. O caso veio à tona após publicações de áudios pelo jornalista Daniel Dantas Lemos em seu blog De olho no discurso. Áudios esses, resultado de interceptações telefônicas realizadas pelo Ministério Público Estadual, com autorização judicial, que vieram a público somente agora.
Finalizo o meu comentário no citado Editorial colocando as coincidências no fato de tanto as investigações sobre a Operação Vegas quanto o Caixa 2 de Rosalba terem sido paralisadas. Os dois casos, há de salientar, com gravações de interceptações telefônicas. Na época, o Ministério Público Estadual enviou os áudios para a Procuradoria Geral Eleitoral. O caso foi parar sobre a mesa do procurador geral da República.
Em seu blog, Daniel Dantas Lemos postou a reclamação feita ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que protocolou junto ao Conselho Nacional do Ministério Público por falta de informações sobre o rumoroso caso, e esclarece os motivos por tal decisão:
- Incapacidade do procurador-geral da República e do órgão em responder o que foi feito das investigações sobre o #Caixa2doDEMnoRN. Solicitei as informações em 28 de maio. De lá para cá, ligo quase todos os dias. O que descobri é que as informações recebidas desde o Ministério Público do RN e o Ministério Público eleitoral no estado não foram cadastradas. E ninguém sabe o que aconteceu. O processo pode ter sido perdido, esquecido, engavetado. Sequer há informações se foi arquivado ou se a investigação prossegue ou prosseguiu em sigilo.
A jornalista Eliana Lima, em sua coluna no jornal Tribuna do Norte, questiona o fato do MP não ter publicizado o fato também na época, o que o procurador-geral de Justiça no RN, Manoel Onofre Neto responde:
- As gravações que chegaram recentemente ao conhecimento da mídia não eram objeto da investigação, apenas encontro fortuito da prova. Se houvesse revogação precoce do segredo de Justiça em 2006, prejudicaria a investigação para desbaratar um grupo criminoso que praticou várias mortes. Até hoje alguns dos investigados estão presos.
Onofre Neto explica ainda que a prova dessa investigação só foi concluída em 2008, possibilitando, então, revogar o segredo de justiça e enviar a denúncia em janeiro de 2009. Com o desfecho da investigação e o oferecimento da denúncia, Rosalba era senadora e por isso o Ministério Público requereu a remessa dos indícios obtidos fortuitamente na interceptação telefônica ao procurador-geral da República, o juiz deferiu e os áudios foram remetidos ao Ministério Público Federal para providências.
Observação do blog do Barbosa:Os fatos realmente coincidem: Operação Vegas e Caixa 2 de Rosalba. O ano? 2009!

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