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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Até quando vamos ter notícias de escândalos?

por Carlos A. Barbosa

Entra governo sai governo e o distinto público fica sabendo através da mídia, seja impressa, televisiva, radiofônica e na internet, o escândalo do dia. É Operação Higia, Operação Impacto, Operação Sinal Fechado, Operação Judas, Operação Mal Assombro. A mais recente, Operação Assepsia. Todas desencadeadas pelo Ministério Público Estadual. Isso só para falar em termos de Rio Grande do Norte.

Só tem um jeito pra acabar com isso. Elegermos políticos sérios comprometidos com a coisa pública e que saibam escolher seus auxiliares para evitar a corrupção em seus governos, caso de quem é prefeito, governador ou presidente da República. Temos eleições municipais pela frente. O eleitor tem uma grande arma na mão que é o voto. Basta votar consciente. E para isso não pode se deixar iludir pelas mágicas mirabolantes prometidas em épocas de campanha por candidatos que só pensam na sua carreira política. O povo que se exploda, como dizia aquele personagem de Chico Anísio, deputado Justo Veríssimo.

Nos últimos tempos no Rio Grande do Norte, ano sim outro sim surgem escândalos envolvendo governantes e auxiliares. Acho que o eleitor já é gato escaldado quanto a isso. Mas é preciso dar a resposta e não adianta ficar só lamentando. Com raras exceções os políticos são os mesmos. E vão as ruas pedir o voto com a cara mais lavada do mundo, como se nada tivesse acontecido, caso dos que têm alguma implicação com a Justiça, claro.

Não preciso citar nomes, pois que todos sabem os políticos no Rio Grande do Norte que têm algo a dever à Justiça. Se o eleitor não enxerga isso é porque quer continuar no muro das lamentações. Opções temos para mudar esse quadro vergonhoso que se tornou a política brasileira e em especial a papa-jerimum. Dos escândalos citados no início deste Editorial, envolvendo políticos, nenhum deles está atrás das grades. E corre-se o risco de vermos novamente alguns destes no Poder. E aí, meu irmão, quem é o culpado? Eu, você ou quem não soube escolher? Fácil responder, né?

Portanto, mais do que nunca se faz necessário analisar a vida pregressa de certos políticos para que depois não nos arrependamos de ter dado o voto errado e que novos escândalos venham a acontecer. As eleições municipais só acontecem em outubro, tempo suficiente para estarmos atentos aos acontecimentos. E que a pergunta que usei como título deste texto num futuro próximo não precise ser mais feita. A conferir!

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