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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Após pedido de vista, PT tenta salvar Protógenes de processo

Na Folha.com

Um pedido de vista coletivo adiou nesta quarta-feira (13) decisão do Conselho de Ética da Câmara sobre abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) por suspeita de ligação com o grupo do empresário de jogos ilegais Carlos Cachoeira.

O relator do caso, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA), apresentou seu voto na semana passada acolhendo representação do PSDB contra Protógenes e defendendo o aprofundamento das investigações para avaliar a postura do colega.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) puxou o pedido de vista que foi seguido por diversos colegas. O PT se movimentou a favor de Protogenes. O deputado Sibá Machado (PT-AC) chegou tentar apresentar para ser analisado um voto em separado pedindo arquivamento da investigação, mas não conseguiu porque o regimento do conselho não permite essa manobra.

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), que não compõe o conselho, também se manifestou e disse que a posição do partido é pelo arquivamento da ação dos tucanos, contrariando o voto do relator que também é de sua bancada. "Nós temos a convicção que não tem sentido abrir processo no Conselho de Ética [contra Protógenes]", disse.

A postura do líder petista foi criticada pelo presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), que defendeu autonomia para os conselheiros. "Cada conselheiro tem que julgar com sua consciência de acordo com o que vem dos autos. Posição de partido no Conselho não recomendamos", disse.

O presidente do PT, Rui Falcão, procurou o relator no fim de semana para informar que o partido já tinha convicção para liberar Protógenes do processo.

Teixeira disse que o caso de Protógenes no conselho perdeu o foco e virou um jogo político entre PSDB e PT. Segundo ele, o pedido de vista mostrou que os tucanos não querem aprofundar as investigações contra o deputado, mas apenas desgastá-lo politicamente. Questionado sobre o interesse do PT em liberar o deputado, não sobre precisar. "Estou dizendo que está todo mundo fazendo jogo político."

Ao defender a posição do PT, Sibá disse que não há nenhum fato que complique a situação de Protógenes.

Deputados do conselho, no entanto, questionam o envolvimento de Protógenes depois que gravações feitas pela Polícia Federal indicaram sua proximidade com Idalberto Matias Araújo, o Dadá, apontado como integrante do grupo de Cachoeira. Seriam pelo menos cinco ligações no período em que ele já era deputado.

Protógenes fez um corpo a corpo com os integrantes do conselho e distribuiu uma defesa prévia, sustentando que não tem ligações com o grupo de Cachoeira. No texto, ele sustenta que a abertura do processo seria "condenação política" e que teve uma relação de trabalho com Dadá na época em que trabalhava na inteligência da Polícia Federal.

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