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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Após pedido de vista, PT tenta salvar Protógenes de processo

Na Folha.com

Um pedido de vista coletivo adiou nesta quarta-feira (13) decisão do Conselho de Ética da Câmara sobre abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) por suspeita de ligação com o grupo do empresário de jogos ilegais Carlos Cachoeira.

O relator do caso, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA), apresentou seu voto na semana passada acolhendo representação do PSDB contra Protógenes e defendendo o aprofundamento das investigações para avaliar a postura do colega.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) puxou o pedido de vista que foi seguido por diversos colegas. O PT se movimentou a favor de Protogenes. O deputado Sibá Machado (PT-AC) chegou tentar apresentar para ser analisado um voto em separado pedindo arquivamento da investigação, mas não conseguiu porque o regimento do conselho não permite essa manobra.

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), que não compõe o conselho, também se manifestou e disse que a posição do partido é pelo arquivamento da ação dos tucanos, contrariando o voto do relator que também é de sua bancada. "Nós temos a convicção que não tem sentido abrir processo no Conselho de Ética [contra Protógenes]", disse.

A postura do líder petista foi criticada pelo presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), que defendeu autonomia para os conselheiros. "Cada conselheiro tem que julgar com sua consciência de acordo com o que vem dos autos. Posição de partido no Conselho não recomendamos", disse.

O presidente do PT, Rui Falcão, procurou o relator no fim de semana para informar que o partido já tinha convicção para liberar Protógenes do processo.

Teixeira disse que o caso de Protógenes no conselho perdeu o foco e virou um jogo político entre PSDB e PT. Segundo ele, o pedido de vista mostrou que os tucanos não querem aprofundar as investigações contra o deputado, mas apenas desgastá-lo politicamente. Questionado sobre o interesse do PT em liberar o deputado, não sobre precisar. "Estou dizendo que está todo mundo fazendo jogo político."

Ao defender a posição do PT, Sibá disse que não há nenhum fato que complique a situação de Protógenes.

Deputados do conselho, no entanto, questionam o envolvimento de Protógenes depois que gravações feitas pela Polícia Federal indicaram sua proximidade com Idalberto Matias Araújo, o Dadá, apontado como integrante do grupo de Cachoeira. Seriam pelo menos cinco ligações no período em que ele já era deputado.

Protógenes fez um corpo a corpo com os integrantes do conselho e distribuiu uma defesa prévia, sustentando que não tem ligações com o grupo de Cachoeira. No texto, ele sustenta que a abertura do processo seria "condenação política" e que teve uma relação de trabalho com Dadá na época em que trabalhava na inteligência da Polícia Federal.

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