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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sobre as interceptações telefônicas publicadas no blog

Recebi 42 interceptações telefônicas, autorizadas pela justiça, realizadas em 2006, contra Francisco Galbi Saldanha (telefone 99855902). A investigação criminal, então em curso, nada tinha a ver com eleições.  Galbi era investigado sob suspeita de acobertamento de um irmão, acusado por crime de pistolagem.
As 42 conversas desnudam o esquema de Caixa 2 da campanha de Rosalba Ciarlini ao Senado em 2006.  Boa parte delas foram com o marido da agora governadora.  Ali, Carlos Augusto esclarece sobre depósitos e destinatários do dinheiro da campanha.  Não há dúvidas sobre Caixa 2, especialmente porque os dois não deixam dúvidas de que o dinheiro circulava também pelas contas pessoais de Galbi.
Um dos trechos que ainda não publiquei esclarece acerca dos R$ 100 mil que Carlos Augusto queria sacar da conta de campanha de Betinho Rosado: o dinheiro foi depositado ali, mas era de Rosalba Ciarlini.
Segundo o que apurei, desde janeiro de 2009 o material que estou publicando foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República, já que envolve personagem comforo de prerrogativa de função.  Aliás, ainda não publiquei áudio desse personagem.  Quem será?  O caso foi arquivado pelo PGR sem aprofundamento das investigações.

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