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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Por um clássico da paz

Por Marcos Dionísio Medeiros Caldas
Militante de DH

Futebol é um esporte maravilhoso, cheio de surpresas (caixinhas?), oferece revertérios e situações inusitadas que outro esporte não propicia.
Agora, é o esporte mais contaminado com más intenções, imbecilidades e é sucursal do crime organizado, apesar dos bem intencionados dirigentes que existem.
Basta olharmos a fachada dos dirigentes, a começar pelos da FIFA, de ontem e de hoje, para vermos que o futebol é uma festa maravilhosa sempre com uma janela aberta para tragédias.
O jogo de hoje, ABC e AMÉRICA, poderia ser um salto para um futuro radiante para os nossos dois times que estarão na série B.

Houvesse um mínimo de equilíbrio dos dirigentes, um pouco de bom senso e até senso de oportunidade(de oportunismo não falta), poderiam ter negociado com a CBF, FIFA e Governo do estado uma sustentabilidade para os campeonatos de 2012 e 2013, como contrapartida para o aniquilamento do Machadão.
Como o dever de casa mínimo não foi feito, os dirigentes vão atrás de uma legitimidade perdida, vociferando palavras prenhe de um ódio irresponsável, dando a senha liberatória para que , figuras bestiais , infiltradas nas organizadas saiam para "defender" suas cores.
Sou um torcedor Americano dos mais chatos, dizem meus amigos abecistas. Mas não posso assistir calado a crônica de uma tragédia anunciada para hoje ou amanhã, no frasqueirão,Goaninha, entorno ou no raio que o parta.
O custo da operação da polícia militar e o abandono das outras áreas da cidade se dá porque a paixão popular virou um negócio para os muito vivos que gozam em cima até da inocência do apaixonado torcedor, com prejuízo para a sociedade.
Dirigentes , não são meros torcedores. Tem que se comportar como líderes e construir um ambiente de coexistência pacífica, onde a prática esportiva seja o mais importante.
Uma coisa é provocar, cutucar, fazer piada, uma provocação. Não arranca pedaço e é até lúdico. Outra coisa é irresponsavelmente, deixar que o ódio pelo adversário vá ensejar a visibilidade social perdida para humilhados e ofendidos, vítimas que são das políticas das elites potiguares, transformem-se em algozes, como alertava Paulo Freire e saiam matando, morrendo.
O garoto mata e morre. Mas alguém lhe deu o brevê.
Uma última palavra: quando a temperatura sobe, chamam a polícia que chega arrepiando e depois será criticada por todos.
A PAZ no clássico, pode ser reconstruída a partir de agora com os dirigentes dando entrevistas, utilizando-se de seus canais de comunicação com as organizadas e formando um cordão calmante onde a bola possa retomar a importância perdida pelo medo.
Ah sim, MECÃO 3 X1.

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