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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Porque era melhor Ximbica não ter falado

O empresário José Bezerra Júnior, o Ximbica, atribuiu, logo na quarta-feira passada, à iniciativa do PT o envolvimento do seu nome como receptor dos cheques passados por George Olímpio como doação de campanha ao senador José Agripino. Disse que era invenção e que sempre tentaram vincular seu nome aos negócios do senador. Como se Alcides estivesse inventando tudo.
Já disse que Ximbica havia se precipitado em se defender dessa forma. Quando Alcides descreve a cena ocorrida no apartamento de José Agripino - em que acompanhou João Faustino e George Olímpio no acerto sobre a doação -, Alcides diz que o senador chamou um amigo para realizar o empréstimo do dinheiro que seria pago com os cheques de George:
“Chegou um senhor, com um filho bem falante. Eu não posso falar quem é pro senhor porque eu não sei quem é essa pessoa. O José Agripino apresenta ele para o George. E o cara fala: ‘Essa roubalheira do Lauro Maia, essa pouca vergonha. É para isso que você me trouxe aqui, José?'”
Quando um promotor pergunta se Alcides sabe o nome do senhor, o paulista diz que não sabe. "Só sei que é um cara muito rico daqui. (...) Foi fechado um milhão. George dava os quatro cheques e o cara liberaria o dinheiro”
É então que o promotor pergunta se o nome seria José Bezerra Júnior, suplente do senador José Agripino.
“Isso, é Bezerra mesmo o nome dele. Ele tem muito dinheiro, não tem?”
Em seguida, Bezerra é descrito fisicamente e definido como alguém que "fala alto".  Segundo Alcides, o que Ximbica falou lá em cima, no já famoso "sótão" do apartamento, todo mundo no apartamento ouviu.

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