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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Cassiano responde a questionamentos do blog

O jornalista Cassiano Arruda Câmara respondeu aos questionamentos que encaminhei ontem.
Sua resposta traz algumas ironias - sobre o suposto "uso de instalações e equipamento de empresas do governo" por este blog e ao afirmar que eu devo ter faltado à aula que afirmava que a "convivência com alguém que admite ter cometido ilícitos não torna seu conivente quem tratou com essa pessoa assuntos meramente profissionais, dentro dos limites da legalidade".
Ou seja, entre as perguntas que encaminhei, Cassiano confirma o encontro com Alcides Barbosa no Novo Jornal.  
Confirma, também, que o jornal manteve conversa de negócios com o Consórcio Inspar até a governadora decidir cancelar o contrato, o que fez acabar o interesse do anunciante.
Duas questões ficaram sem resposta: Cassiano sabia da doação de R$ 1 milhão feita por George a José Agripino? Ele escreveu o email cuja autoria Alcides atribuiu a Cassiano?
A acusação que Cassiano já me havia sido feita por Alex Medeiros e formalizada por alguém da Assembléia Legislativa no âmbito da empresa em que trabalho. Não passa, na verdade, da tentativa de cercear a liberdade de expressão do blog.  Apesar disso tudo ter sido indiretamente responsável por uma pena de suspensão que eu sofri no trabalho - posteriormente revista por causa de seu absurdo -, não será isso que fará o blog parar. 
Segue, abaixo, a resposta do jornalista.
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Sr. Blogueiro,

 

                   Primeiro quero esclarecer que, no último e-mail que lhe mandei, depois de ter sido provocado,  não o chamei de filho da puta, como você colocou no seu blog (embora eu não tenha poder de impedir o uso da carapuça, nem elementos para desmenti-lo).

                    Quanto a interpelação feita agora, tenho a informar:

                     1 – Empresa jornalística, sem contar com o uso de instalações e equipamento de empresas do governo como tem acontecido com alguns blogues e blogueiros (um assunto que merecia uma investigação), o Novo Jornal  se mantém com a venda de publicidade nas suas páginas, venda de assinaturas e venda avulsa de suas publicações;

                     2 – Dirigentes de uma empresa concessionária de um serviço público procuraram a direção do Novo Jornal para veicular uma campanha publicitária do serviço oferecido no  suplemento CARROS do Novo Jornal, por atender ao público específico que interessava ao anunciante;

                      3 – A suspensão do contrato de concessão  determinada pela governadora Rosalba Ciarlini acabou o interesse do anunciante e a razão de ser dos contatos.

                       4 – Por mais vontade que alguém possa ter que isso ocorresse, informo que não trabalho nem com tráfico de influência nem com advocacia administrativa (agora e ao longo de quase 50 anos de vida profissional) , aliás, como fica muito claro no depoimento citado de um dos dirigentes da empresa, conforme sua referência e interpretação, num e-mail a mim dirigido.

                         5 – Como você deve ter faltado a esta aula, lembro que conviver com um santo não leva ninguém à santidade, assim como a convivência com alguém que admite ter cometido ilícitos não torna seu conivente quem tratou com essa pessoa assuntos meramente profissionais, dentro dos limites da legalidade.

 

Cassiano Arruda Câmara

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