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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Henrique Alves tenta desqualificar denúncias

O deputado Henrique Alves, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, divulgou nota à imprensa esta noite - que também postou no seu perfil do twitter:
Não sei se atribuo à má fé, ou à desinformação, a absurda notícia de que negociei cargos no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte. Até porque nunca tratei ou sequer pensei em interferir em nomeações na gestão de qualquer magistrado da referida Corte. Minha relação com as autoridades do Judiciário sempre foi amistosa e orientada pelo respeito, não estreita.
Assim, diante de propositado equívoco constante de um anonimato, repilo as cômicas insinuações, se não fossem trágicas à honra alheia.
Henrique Eduardo Alves
Deputado Federal PMDB/RN
Henrique responde à notícia que deu conta que o deputado está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República em virtude de irregularidades no TRE do RN. A origem da investigação, provavelmente, foi essa carta anônima que publicamos em outubro passado.  Nela, o autor, assinado Abelardo Barbosa, relata várias contratações irregulares de pessoal - inclusive uma servidora que seria babá dos filhos do desembargador Expedito Ferreira e esposa de seu motorista.  Entre elas, a de Ângela Tereza Tonelli Dutra de Almeida, identificada como esposa de um assessor do deputado Henrique Alves.
O deputado esquece, ao tentar desqualificar a denúncia por ser anônima, que ações de crime organizado, por exemplo, geralmente só são investigadas a partir de denúncias anônimas.  O medo de represálias justifica.
Não importa se a denúncia foi anônima.  Importa se é verdade.

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