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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estadão revela ação de Cachoeira na Revista Época

A revista mencionada é a Época:

"Então, dá pra plantar isso aí? Os caras fazerem a ligação com eles?", questiona o empreiteiro. O araponga, então, responde: "Dá. Se não der, a gente coloca na mídia, né? Que aí os caras se interessam. Vou falar com aquele amigo lá da CGU", diz Dadá".

Clique aqui para matéria da Agência Estado sobre o tema, na época da denúncia. 

Clique aqui para ir à reportagem da Época, de Andrei Meirelles.

A plantação de Dadá e a Revista Época

O Estadão de hoje traz repostagem acerca de um suposto esquema de Cachoera na CGU. Mas o mais interessante são os diálogos de Claudio Abreu, então na Delta, e Dadá, aquele. A Polícia Federal tinha detonado a operação Voucher que envolveu o Ministério do Turismo e prendeu  pessoas em Brasília, São Paulo, Macapá e Curitiba. Dentre elas estava Frederico Silva da Costa, então Secretário Executivo do Ministério.

Cláudio Abreu ao saber da prisão de Costa fala com Dadá para tentar estabeleer uma ligação com uma concorrente, a Warre Engenharia que, segunda ele (Cláudio) foi beneficiada por Costa numa obra no Parque Mutirama em Goiânia. Os diálogos do Estadão:

"O pessoal da Warre Engenharia é aqui da cidade. O dono dela é o Paulo Daher e o filho dele, o Ricardo Daher. (...) Eles são amigos de infância. E esse cara que foi preso aí (Frederico) arrumou dinheiro pra eles e direcionou as obras", explicou Abreu a Dadá.

"Então, dá pra plantar isso aí? Os caras fazerem a ligação com eles?", questiona o empreiteiro. O araponga, então, responde: "Dá. Se não der, a gente coloca na mídia, né? Que aí os caras se interessam. Vou falar com aquele amigo lá da CGU", diz Dadá.

O Estadão menciona que dias depois uma "revista semanal semanal de grande circulação" trouxe matéria estabelecendo a ligação desejada por Cléidio Abreu. Pesquisei na internet e encontrei matéria da Revista Época na qual se percebe nítidamente a "plantação".

Os links e a matéria da Época estão abaixo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,esquema-de-carlinhos-cachoeira-tinha-funcionario-infiltrado-na-cgu,870408,0.htm

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI257290-15223,00.html

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