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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Denúncia contra Saraiva Sobrinho por irregularidades no TRE

Em 29 de outubro do ano passado, enquanto participava do Encontro Mundial de Blogueiros em Foz do Iguaçu (PR), publiquei este post.  Ali falava acerca de uma carta assinada por um pseudônimo (Abelardo Barbosa) e que denunciava práticas irregulares do desembargador Saraiva Sobrinho à frente do TRE.
Ainda não havíamos tido a Operação Sinal Fechado, mas no âmbito da Operação Pecado Capital em setembro Saraiva havia sido guindado ao centro da ação: sua filha, Sayonara, supostamente era um dos casos de contratação irregular no IPEM de Rychardson Macedo.
No texto da carta, o autor diz que o TRE é um cabide de empregos, em que se acomodam os serviçais prediletos e os apadrinhados dos desembargadores. E a carta segue descrevendo as funções da ex-esposa de Saraiva, Maria José da Silva Saraiva, de uma sua babá e cita o caso da esposa de um assessor do líder do PMDB na Câmara Federal, Henrique Alves.
Na edição de hoje, o Novo Jornal traz informações sobre este caso.  Ao referir que um terço dos desembargadores do TJ-RN responde a processos promovidos pela Procuradoria Geral da República, Rafael Duarte cita o caso de Saraiva:
A novidade, no entanto, é o motivo das investigações contra Francisco Saraiva Sobrinho, Expedito Ferreira de Souza e João Rebouças na PGR. De acordo com a assessoria de comunicação da Procuradoria Geral da República, os três são suspeitos de envolvimento em irregularidades em nomeações para cargos no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte.
A PGR recebeu em novembro de 2011 uma representação da superintendência da Polícia Federal no RN contra os três. “Encontra-se na PGR uma representação recebida em novembro de 2011 da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte em desfavor do presidente do TRE/RN, Francisco Saraiva Sobrinho, e dos desembargadores do TJ/RN João Rebouças e Expedito Ferreira de Souza, tendo em vista supostas irregularidades verificadas em nomeações para cargos no TRE/RN. O processo está em análise no gabinete do procurador-geral da República”, comunicou a assessoria por email.
Resta evidente, portanto, que a denúncia contra Saraiva Sobrinho tem raiz em documento semelhante àquele que publicamos em 29 de outubro.
Este é um blog militante, mas seu titular ainda procurar fazer jornalismo.

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