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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Coronel da PM do RN é indiciado como mandante de assassinado de jornalista

F. Gomes, jornalista da região do Seridó, no RN, foi morto em 2010.  De lá para cá muitas coisas foram ditas acerca de sua morte, mas investigação correu em sigilo desde lá.  O envolvimento de traficantes e de um pastor evangélico na morte do jornalista e radialista de Caicó sempre ficaram patentes.  Com o fim do inquérito, no entanto, novos elementos surpreendem.
Foi preso como mandante da morte de F.Gomes o tenente-coronel da PM, Marcos Antônio de Jesus Moreira.  Atualmente o coronel comanda o 11º Batalhão da PM em Macaíba, mas os fatos que levaram a execução do jornalista se deram quando Moreira era diretor do Presídio Estadual do Seridó.  F. Gomes informou uma série de denúncias contra a administração do presídio e sua morte foi encomendada por R$ 10 mil, sendo que R$ 8 mil foram efetivamente pagos.  Cheques dos pagamentos constam do inquérito policial.  O militar se apresentou no quartel da PM.
No RN é assim: jornalistas são mor tos a mando de policiais.  Ou de prefeitos, como se deu com Ednaldo Filgueira, em Serra do Mel.  Atualmente, a imprensa livre vive um tanto amordaçada pelo medo - ainda mais quando as denúncias contra poderosos se avolumam.


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