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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#Caixa2doDEM: "Vai cair na conta dele [Betinho Rosado] R$ 100 mil (...) Esse dinheiro é de Rosalba", diz Carlos Augusto

Falando por meio do telefone de Galbi Saldanha, Carlos Augusto orienta "Regina", responsável pela conta de campanha de Betinho Rosado em 2006.
Aqui fica esclarecida a origem do dinheiro na conta de Betinho, referido aqui: R$ 100 mil foram depositados na conta de campanha do irmão de Carlos Augusto, mas pertenciam a Rosalba.  Para fazer o dinheiro sair, Betinho justificou um gasto de R$ 20 mil de combustível, mas ainda era necessário encontrar uma forma de tirar o restante, os outros R$ 80 mil.  O esquema, em outras palavras, envolvia notas frias para dar ares de legalidade à prestação de contas. Várias outras gravações mostram como isso foi feito.
"Você diz a Betinho Rosado que eu tou mandando botar na conta dele - não sei se entra hoje, ou amanhã, ou depois, mas vai cair na conta dele R$ 100 mil".
"Na conta de campanha, né isso?", indaga Regina.
"Na conta da campanha dele", responde Carlos Augusto.  "Esse dinheiro não é dele.  É apenas para passar na conta dele.  (...) Esse dinheiro é de Rosalba.  Quando entrar aí a gente vê como é que sai para voltar para Rosalba, né?", complementa o atual primeiro-cavalheiro do estado.
Regina esclarece, então, que ela é a responsável pela conta de Betinho, emitindo cheques, etc.



As duas interceptações referem-se à circulação de R$ 100 mil destinados a Rosalba Ciarlini.  O dinheiro precisou ser depositado na conta de Betinho e de lá saiu por meio de um esquema de notas frias.  Somente esse aspecto já é escandaloso.  Mas o fato de a então candidata ao Senado necessitar de um esquema assim para "esquentar doação"levanta a suspeita sobre qual a origem do dinheiro.  Caixa 2?


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