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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#Caixa2doDEM: O que diz o Ministério Público Federal?

Na última quinta-feira o Ministério Público estadual do RN esclareceu, em nota, o contexto das interceptações telefônicas que publicamos até ontem aqui no Blog.  As investigações ocorreram em 2006 e, após a denúncia do crime investigado em janeiro de 2009, os relatórios e interceptações foram encaminhadas ao Ministério Público eleitoral e à Procuradoria Geral da República, por envolver três pessoas com foro privilegiado (a então senadora Rosalba Ciarlini, o senador José Agripino e o deputado federal Betinho Rosado, todos do PFL/DEM).
Na sexta-feira passada encaminhei um e-mail com questionamentos à assessoria de comunicação do Ministério Público Federal.  Hoje pela manhã conversei com a assessora de imprensa do MPF, a jornalista Talita Bulhões.  Talita me disse que mesmo se tratando de ação eleitoral, o assunto, quando recebido pelo Ministério Público eleitoral no RN, foi inteiramente encaminhado para a Procuradoria Geral da República, por se referir a três personagens com foro especial.
Desse modo, liguei logo em seguida para a assessoria de imprensa da PGR, em Brasília.  Enviei um email questionando o que foi feito da investigação e por quê?
Como perguntou um amigo, será que o caso representa que há uma articulação na Procuradoria Geral da República para blindar e proteger o DEM de investigações?  Primeiro ficamos conhecendo a blindagem a Demóstenes Torres.  Se a investigação em questão foi arquivada, seriam mais dois senadores e um deputado federal do partido protegidos.  Dessa vez, o presidente nacional do DEM.

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