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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#Caixa2doDEM: O que diz o Ministério Público Federal?

Na última quinta-feira o Ministério Público estadual do RN esclareceu, em nota, o contexto das interceptações telefônicas que publicamos até ontem aqui no Blog.  As investigações ocorreram em 2006 e, após a denúncia do crime investigado em janeiro de 2009, os relatórios e interceptações foram encaminhadas ao Ministério Público eleitoral e à Procuradoria Geral da República, por envolver três pessoas com foro privilegiado (a então senadora Rosalba Ciarlini, o senador José Agripino e o deputado federal Betinho Rosado, todos do PFL/DEM).
Na sexta-feira passada encaminhei um e-mail com questionamentos à assessoria de comunicação do Ministério Público Federal.  Hoje pela manhã conversei com a assessora de imprensa do MPF, a jornalista Talita Bulhões.  Talita me disse que mesmo se tratando de ação eleitoral, o assunto, quando recebido pelo Ministério Público eleitoral no RN, foi inteiramente encaminhado para a Procuradoria Geral da República, por se referir a três personagens com foro especial.
Desse modo, liguei logo em seguida para a assessoria de imprensa da PGR, em Brasília.  Enviei um email questionando o que foi feito da investigação e por quê?
Como perguntou um amigo, será que o caso representa que há uma articulação na Procuradoria Geral da República para blindar e proteger o DEM de investigações?  Primeiro ficamos conhecendo a blindagem a Demóstenes Torres.  Se a investigação em questão foi arquivada, seriam mais dois senadores e um deputado federal do partido protegidos.  Dessa vez, o presidente nacional do DEM.

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