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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sobre uma defesa de tese


O fim de semana foi muito corrido, tendo direito a casamentos e uma declaração de imposto de renda para terminar.  Logo, não consegui falar muito - ainda mais sobre a defesa de minha tese de doutorado na última sexta-feira (27).
Acompanhei algumas defesas no passado em que saia com uma frustrante sensação: de defesa aquele ritual não tinha nada.  Professores, algumas vezes, sugeriam caminhos alternativos de pesquisa (como se ali o doutorando estivesse se submetendo ainda à prévia qualificação) e o doutorando, por sua vez, não defendia qualquer escolha ou caminho que havia traçado.
Resolvi que iria defender meu trabalho.  Ele resumia uma trajetória de oito anos de pesquisa, leitura, reflexão, insights, análises - essas resumidas aos últimos três.  Se eu tracei o que caminho que tracei, com acertos e erros, ele tinha de ser defendido.
Obedeci várias vezes ao meu orientador, Adriano.  Desobedeci também.  Isso também teria que ficar claro.  A caminhada é conjunta e coletiva.  Sempre.
Os professores que participaram de minha banca toparam a parada do debate.   E, com raras exceções em que não cabia debate, nós travamos um bom debate acadêmico.  Se eles me aprovaram, eu sai satisfeito porque nada foi feito sem discussão.
O texto da tese foi publicado pelo blog "Fatos e Dados".  Segue o link para quem quiser acessar: http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/wp-content/uploads/2009/11/A_argumentacao_como_estrategia_discursiva_na_midia_digital.pdf.
Agradeço a paciência e o apoio de todos.  Especialmente da família - em particular, Kênia, que até o sono perdeu.  Alice primeiro achou que seu pai viraria médico (afinal, para uma criança, doutor é médico).  Depois, professor.  Agora ela entende e diz, a quem pergunta, que seu pai é doutor.

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