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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Preconceito contra moradores atingidos pelas obras da Copa

Há cerca de um ano entidades e movimentos preocupados com o controle social nos gastos e obras da Copa 2014 têm se reunido na sede da OAB naquilo que se constituiu como Comitê Popular. Cada uma das sedes da Copa 2014 tem sua versão local do Comitê Popular.
Desde dezembro, o Comitê contribuiu na organização da Associação Potiguar dos Atingidos pelas obras. A APAC se organizou para pleitear o respeito às leis e aos direitos de moradores e comerciantes da região atingida, especialmente pelas obras de mobilidade.
Ontem teve lugar uma etapa do Seminário Motores do Desenvolvimento, promovido pela Tribuna do Norte. Evento público, contou com a presença da APAC, que divulgou uma segunda carta aberta à população da cidade. Ali, informações relevantes sobre as obras e seus impactos sociais. Em um espaço se debate que julgo adequado para que ouça o outro lado.
Menos para certos jornalistas da cidade, em especial uma determinada que não conseguiu escrever Associação de maneira correta, chamou os moradores de panfletários - ou algo semelhante - e insinuou que estavam ali de penetras.
Existe democracia e justiça sem democracia na comunicação e na imprensa?

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