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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Segundo Diógenes Dantas, Alcides fez delação premiada

Por Diógenes Dantas
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Antes da Semana Santa, o empresários Alcides Fernandes Barbosa, parceiro comercial da Neel Tecnologia, sócia da Inspar no Rio Grande do Norte, prestou um longo depoimento aos promotores [algo em torno de 11 horas] onde relata detalhes das negociações e lobbies envolvendo agentes públicos na frustrada inspeção veicular do Estado.

Alcides Fernandes Barbosa estava preso em São Paulo desde que a Operação Sinal Fechado foi deflagrada há cinco meses. Ele foi transferido para Natal, prestou depoimento aos promotores e foi solto. O teor do seu relato é guardado a sete chaves pelos membros do Ministério Público.

Mesmo sem a confirmação do Parquet, o assunto tem sido tratado como delação premiada.

Segundo as informações de operadores do direito que acompanham o caso, Alcides Fernandes Barbosa reafirmou o pagamento de propina a agentes públicos. E comprometeu vários deles. Entre os políticos com mandato, Alcides Barbosa teria citado os nomes de um senador da República, de um deputado federal e outro estadual.

O acusado na Operação Sinal Fechado também comprometeu gente muito próxima da cúpula do atual governo e da magistratura.

Como se vê, trata-se de um depoimento explosivo e de grande repercussão na sociedade.

A cautela do Ministério Público neste caso deve-se, certamente, ao envolvimento de autoridades de peso e com foro privilegiado.

É preciso saber até que ponto as palavras do empresário Alcides Fernandes Barbosa são verdadeiras. Em entrevista à repórter Virgínia Coelli, o empresário e advogado George Olímpio, acusado de ser o chefe da quadrilha, desqualifica as acusações do parceiro no projeto da inspeção veicular.

George Olímpio, que não teve a mesma sorte do delator e está preso há cinco meses, diz que Alcides Barbosa mentiu sobre valores dos investimentos na Inspar [empresa que ganhou a licitação no RN] e sobre as propinas a políticos.

Quem está falando a verdade? Com a palavra, o Ministério Público.

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