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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: MP deve se pronunciar sobre a delação de Alcides Barbosa

No Nominuto

O conteúdo da delação premiada protagonizada pelo empresário Alcides Barbosa Fernandes, um dos acusados das fraudes ao Detran do Rio Grande do Norte, deve ser revelado nos próximos dias, garantiu uma fonte ao portal Nominuto.com.

O procurador geral do Estado, Manoel Onofre Neto, levou ao conhecimento da Procuradoria Geral da República o teor do depoimento do empresário. Isso sinaliza que o processo que já segue seu curso na Justiça poderá incluir novos réus, entre os quais, agentes públicos com foro privilegiado.

Os meios jurídicos e políticos já comentam e especulam há dias estes nomes. E alguns destalhes da delação de Alcides Barbosa já são de conhecimento público: o depoimento realmente aconteceu, levou 11 horas durante três dias, Alcides deu detalhes das propinas suspostamente pagas a políticos de renome no Estado e, por conta do depoimento, o empresário conseguiu o relaxamento de sua prisão que já durava meses.

Tudo isso já vazou apesar da cautela do Ministério Público em relação à delação premiada do Alcides. Os promotores estão checando as informações do empresário e avaliando os elementos para novas denúncias dentro de um processo rumoroso que envolve políticos, ex-agentes públicos, empresários e milhões de reais de origem duvidosa.

A delação de Alcides Barbosa não basta para fundamentar novas denúncias. É preciso ir além de fortes indícios. É preciso apresentar provas robustas.

A exemplo do caso dos precatórios no Tribunal de Justiça, a fraude no Detran tem todos os ingredientes para virar escândalo nacional. O clima é propício. O palco da CPI do Cachoeira em Brasília institucionaliza o momento de inquisição na vida pública do país. Cabe tudo ne le.

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