Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Estratégia do MP é silenciar sobre Alcides Fernandes

Por Dinarte Assunção
No Nominuto


O Ministério Público Estadual, por ora, não pretende se manifestar sobre o depoimento que o empresário Alcides Fernandes Barbosa, réu da Operação Sinal Fechado, prestou aos promotores do Patrimônio Público no dia 3 de abril, ocasião que lhe rendeu a liberdade, restringida desde novembro passado, quando foi preso no interior de São Paulo.

A estratégia dos promotores é, conforme apurou a reportagem, manter discrição sobre o caso até que haja elementos suficientes – e que sustentem a gravidade do depoimento de Alcides – para prestar informações à sociedade.

Alcides Fernandes Barbosa, em depoimento, comprometeu cardeais políticos do Rio Grande do Norte. A transcrição do depoimento de quase onze horas está sendo mantida sob o mais estrito sigilo.

A reportagem do Nominuto.com tenta desde ontem localizar o empresário, mas ainda não obteve sucesso. Ontem, em entrevista concedida à jornalista Virgínia Coelli, e veiculada na Rádio Globo Natal, o também réu George Olímpio desqualificou Barbosa.

"Em primeiro lugar, o senhor Alcides não é meu sócio ou procurador e não pode falar por mim ou por meus atos. Ele não tem e nunca teve autorização para isso. Em segundo lugar, existe um diálogo do senhor Alcides na denúncia do MP aonde ele fala com uma gerente de banco atrás de um empréstimo de alto vulto e que se você ler esse diálogo você vê uma série de inverdades prolatadas por ele e que eu longo do processo será demonstrado. Mas só a própria leitura do diálogo demonstra que o que ele diz é duvidoso", disse Olímpio.

Comentários

Postagens mais visitadas