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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Judas: Roberto Guedes suspeita de cortes em vídeo

http://www.nominuto.com/blog/roberto-guedes/novo-depoimento-de-carla-nao-serve-a-justica/31174/

Não deve servir à busca da verdade e de justiça em relação à quadrilha que roubou milhões de reais da conta de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte a cópia que está circulando desde o último domingo, 22, anteontem, na internet e em emissoras natalenses de televisão como sendo
parte do depoimento que a serventuária da justiça Carla Ubarana prestou ao ministério público quando conquistou seu acordo de delação premiada.
Cheia de cortes, refletindo edição intencionalmente mal feita, a fita está cheia de frases que ninguém sabe onde e quando começam e não chegam ao fim, como se tivessem sido vítimas de cortes abruptos, principalmente quando sugerem citar algum nome. Esses cortes traem a preocupação do editor quanto a proteger determinadas pessoas.
A qualidade do produto se junta ao fato de esta parte do depoimento não ter sido liberada para divulgação pela justiça, a exemplo do que a TV Nominuto veiculou na íntegra, duas semanas atrás, e à proximidade entre esta inesperada divulgação e o dia em que os desembargadores Oswaldo Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho, apontados como co-autores do roubo pela depoente, se apresentarão, em Brasília, ao ministro César Asfor Rocha, relator do inquérito que o Superior Tribunal de Justiça instaurou para investigar o comportamento dos dois magistrados.
Os três fatos levam à conclusão de que, sem prejuízo de se tratar de excertos de gravação promovida pelo ministério público, o que está sendo oferecido aos internautas e telespectadores natalenses é uma edição visando atender a alguém que tem parte com o que está sendo investigado. É um "vazamento" entre aspas que não pode ficar impune, pois pode provocar danos enormes ao que está sendo feito com seriedade e espírito público.
Cabe aos investigadores abrir nova linha de trabalho para saber quem promoveu esse vazamento, punir os responsáveis e evitar que o mal uso das gravações não prejudique o principal, que é o esforço despendido pelo Tribunal de Justiça para ir às últimas consequências no afã de identificar todos os criminosos que roubaram o dinheiro do contribuinte.

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