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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Judas: Honorários da Henasa podem ter sido alvo de acordo entre Micarla e desembargadores

Um dos promotores que interroga Carla Ubarana pergunta, no que se refere ao precatório da Henasa, se havia acordo de divisão dos recursos através do pagamento dos honorários - inclusive envolvendo os desembargadores.  Levantei esta bola aqui, dias atrás, neste post.
Carla responde que não havia necessidade da reunião da prefeita Micarla com o presidente Rafael Godeiro, além do que a aceitação na redução de valor (de quase R$ 200 milhões, para pouco mais de R$ 90 milhões) foi muito rápida.  Dá, portanto, a entender, que isso teria realmente acontecido.
O promotor pergunta quem participou da reunião e se surpreende com a presença do ex-presidente Osvaldo Cruz, diretor da Escola da Magistratura à época, além de Rafael Godeiro e de Micarla de Sousa.

Em tempo: ao contrário do que certos blogueiros e jornalistas disseram ao longo da semana, Carla deixa claro que os procuradores do município se posicionaram sempre contra o acordo da Henasa: "Eles ciscaram, mas não adiantou", disse no depoimento.

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