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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Judas: Honorários chegariam a quase 32 milhões de reais

No caso do precatório pago pela prefeitura de Natal à Henasa, uma coisa me chamou a atenção - comum a todos os casos de precatórios milionários: o valor dos honorários. Segundo o relatório parcial do TCE, o valor de honorários a ser dividido pelo presidente municipal do PR e ex-secretário do Interior e Justiça, Fábio Hollanda, e pelo advogado Fernando Caldas Leal, que representaram a Henasa, seria de R$ 31.870.782,97- quase R$ 16 milhões para cada um.
Claro que outras coisas se destacam. O ex-presidente Rafael Godeiro e a ex-chefe do setor de precatórios, Carla Ubarana, assinaram o acordo. O que por si já levanta suspeita.
Se você se lembra que Godeiro tem um sobrinho filiado ao PV que aparecia à época do acordo como pré-candidato a vereador do partido da prefeita no pleito desse ano, aumenta a suspeita sobre a legalidade do acordo.
Por fim, o Conselheiro relator do TCE, Carlos Thompson, levantou os indícios de um conluio fraudulento nesse pagamento. Não acho que incorro em falta de avaliar que tanto o procurador-geral do município quanto a prefeita possam fazer parte do conluio e que R$ 31,8 milhões é muito dinheiro para se dividir apenas por dois.

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