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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Judas: Honorários chegariam a quase 32 milhões de reais

No caso do precatório pago pela prefeitura de Natal à Henasa, uma coisa me chamou a atenção - comum a todos os casos de precatórios milionários: o valor dos honorários. Segundo o relatório parcial do TCE, o valor de honorários a ser dividido pelo presidente municipal do PR e ex-secretário do Interior e Justiça, Fábio Hollanda, e pelo advogado Fernando Caldas Leal, que representaram a Henasa, seria de R$ 31.870.782,97- quase R$ 16 milhões para cada um.
Claro que outras coisas se destacam. O ex-presidente Rafael Godeiro e a ex-chefe do setor de precatórios, Carla Ubarana, assinaram o acordo. O que por si já levanta suspeita.
Se você se lembra que Godeiro tem um sobrinho filiado ao PV que aparecia à época do acordo como pré-candidato a vereador do partido da prefeita no pleito desse ano, aumenta a suspeita sobre a legalidade do acordo.
Por fim, o Conselheiro relator do TCE, Carlos Thompson, levantou os indícios de um conluio fraudulento nesse pagamento. Não acho que incorro em falta de avaliar que tanto o procurador-geral do município quanto a prefeita possam fazer parte do conluio e que R$ 31,8 milhões é muito dinheiro para se dividir apenas por dois.

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