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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Judas e o carro do genro de Caio

http://www.blogdobg.com.br/2012/04/curioso-carro-de-ubarana-foi-transferido-para-genro-de-desembargador-sem-autorizacao-presencial/

Há uma informação dada por Carla Ubarana que passou despercebida pela imprensa local. Entre 1h15min20s e 1h15min53 (minutos finais de recorte abaixo) da gravação do depoimento dado no último 30 de março, a ex-chefe do setor de precatórios afirma não saber como seu Selvagem verde de placa MXZ-5618 foi transferido efetivamente para Débora Alencar, filha do desembargador Caio Alencar.

"E ela fez a transferência, inclusive eu não sei como, já que a assinatura tinha que ser presencial. Mas foi feito", ressaltou Ubarana. O carro havia sido vendido ao esposo de Débora há cerca de dois anos, mais ainda estava no nome da então chefe do setor de precatórios.

O questionamento de Carla Ubarana é embasado na legislação atual. Para que haja efetivamente a transferência de um carro, é necessária a assinatura presencial do vendedor. Em outras palavras, o cartório só reconhece firma, se o antigo proprietário estiver presente. E Ubarana afirma que não estava.

O BG Voador confirmou no site do Detran parte das informações ditas por Ubarana. O carro realmente foi transferido no dia 23 de janeiro deste ano para o nome de Maxwell dos Santos Celestino, esposo de Débora.

O problema é que nesta data, Carla Ubarana estava em Recife, fazendo o tratamento contra o câncer no Hospital Português.  E isso, a ex-chefe do Setor de precatórios do TJRN, afirmou no próprio depoimento.

O BLOG do BG quer deixar claro que não está fazendo nenhum juízo de valor. Mas, sendo o reconhecimento de firma estritamente presencial, como esse processo pode ter sido executado? Alguém assinou presencialmente por Ubarana? Em que cartório foi feito? Quem autorizou a transferência de propriedade sem a presença da antiga proprietária se ela mesmo diz em depoimento que não sabe como foi feita? Ficam as interrogações!

Desembargador teria alertado a filha, segundo Ubarana

No depoimento Carla afirmou que o desembargador Caio Alencar teria mandado sua filha se apressar em fazer a transferência do carro para seu nome, já que, se continuasse no nome de Ubarana, seria sequestrado junto com todos os outros bens.

"Há uns dois anos atrás, eu tinha vendido um Selvagem  ao marido dela e o carro ainda estava no meu nome. Então desembargador Caio chegou par Débora e pediu que ela corresse e tirasse o Selvagem do meu nome", disse Ubarana.

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