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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Judas: Carla Ubarana complica situação de Fábio Holanda e Micarla de Sousa

Por Dinarte Assunção
No Nominuto


O depoimento da ex-serventuária Carla de Paiva Ubarana aos promotores da Defesa do Patrimônio Público, no dia em que celebrou sua delação premiada, escancara ainda mais o lamaçal em que se encontra o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Divulgados no Blog do BG, os vídeos relatam uma teia criminosa alojada no seio de quem deveria ser guardiã da Justiça. Carla detona supostos esquemas além de precatórios, revelando tráfico de influência entre advogados e servidores, tudo com a anuência de magistrados.

Divididos em seis partes, os depoimentos de quase cinco horas revelam, lançam mais polêmica sobre o rumoroso caso da Henasa. Na segunda parte do conteú do multimídia, Carla desconstrói o discurso dado em coletiva de imprensa pelo ex-procurador geral do Município, Bruno Macedo, segundo quem a prefeita Micarla de Sousa (PV) chancelou o acordo porque foi orientada pelo escritório de advocacia de Cândido Gurgel, não tendo participado das negociações.


"Esses R$ 95 milhões [valor do precatório] foi o único processo assinado na mesa presidência depois de uma conversa entre ele [Rafael Godeiro] e Micarla. Fizemos mais de trezentas audiências e nunca nenhum prefeito assinou [o acordo]. Ela foi. E fez uma reunião com outros desembargadores para acordar como seria o repasse. Não sei o que discutiram, eu sei que todo dia dez o dinheiro caía e eu fazia a divisão" [sic], conta a ex-chefe da Divisão de Precatórios.

Ela disse ainda como o dinheiro era rateado: "O dinheiro era dividido entre a parte autora [Henasa] e um advogado. Primeiro foi Raimundo Nonato, depois Fernando Caldas, que já teve um problema porque Fábio Hollanda também esteve nesse processo", relatou.

Carla também teoriza sobre Bruno Macedo em outra passagem. Diz que ele pediu para que retirassem da ordem cronológica para suposto "acordo por fora". Em outro trecho do depoimento, diz que o próprio ex-procurador defendeu o precatório para uma construtora, e que iria receber a parte dele.

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