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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O senador Agripino Maia e o seu subconsciente

por Carlos A. Barbosa

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), foi protagonista esta semana de um episódio que, na verdade,  foi um ato falho. Disse o ilustre senador ao falar sobre a expulsão do seu colega Demóstenes Torres (GO) dos quadros do partido:

- O partido tem uma história clara de não convivência com a ética… Para ver o vídeo clique Aqui

Sua assessoria, em nota, justificou o ato falho do parlamentar. Disse que Agripino Maia, na verdade, quis dizer que o DEM não convive com a aética.

O jornalista Maurício Dias escreve na edição de CartaCapital desta semana, em sua coluna Rosa dos Ventos, um texto sob o título "Estandarte da Hipocrisia". Repriso aqui parte do texto:

- O senador Demóstenes Torres é uma figura mais emblemática do que ele próprio imagina. Essa derrocada que sofreu, após assumir o papel de guardião da moral pública, tem sido típica da oposição conservadora há mais de meio século.

Caso houvesse um lema na bandeira desses oposicionistas – sem dúvida representada pelo lábaro udenista – ele seria composto de duas palavras: "Moralidade e Legalidade", e poderia ser apelidado imediatamente de "Estandarte da Hipocrisia".

Esse espírito da UDN, hipocritamente moralista e legalista, assombra a democracia brasileira desde a fundação, em abril de 1945. Na esteira da participação militar do país na Segunda Guerra Mundial, os udenistas encarnaram o papel de principal oposição ao Estado Novo. Muita gente, à esquerda e à direita, foi presa e sofreu no cárcere. Não se sabe, no entanto, de nenhum udenista preso ou torturado durante o regime varguista.

Pois muito bem: Ilustrei o meu Editorial com o texto de Maurício Dias para ratificar o que ele disse não só sobre Demóstenes Torres, mas sobre o DEM. Quando Agripino Maia declarou, sem querer, que o seu partido não convivia com a ética, certamente estava dizendo o que mandava o seu subconsciente.

É fato e notório que o DEM, ou melhor, seus filiados, proclamam uma coisa e fazem outra. Idem Demóstenes Torres. E o próprio Agripino Maia. Quem não se lembra do famoso escândalo do "Rabo de Palha", na primeira eleição para prefeito em Natal após a redemocratização do país. Agripino, prefeito biônico, queria eleger a  sua então correligionária Wilma de Faria sua sucessora contra o então deputado estadual Garibaldi Alves Filho (PMDB), hoje ministro da Previdência. Para isso, reuniu um grupo de prefeitos da Grande Natal no Centro de Convenções onde foi dito que o povo se comprava com feirinha. Isso foi gravado e levado ao Fantástico no mesmo domingo da reunião fatídica.

Agora, o subconsciente de Agripino Maia fala que o seu partido, que já foi UDN, Arena, PDS, PFL e atualmente DEM, tem uma história clara de não convivência com a ética. Tudo a ver, senador. Tudo a ver!

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