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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O jornalismo no banco dos réus

Luís Fausto

Dois exemplos claros de que está chegando a hora dos coleguinhas daqui e dali olharem para o próprio umbigo, para chegarem à conclusão óbvia de que alguns estão trocando alhos por bugalhos e exercendo um jornalismo às avessas.

Na Folha de S.Paulo de ontem, a ombudsman Suzana Singer desmascarou e desmoralizou o próprio jornal.

Em fevereiro deste ano, Allan Toledo, ex-vice-presidente do Banco do Brasil, ganhou a manchete da Folha acusado de receber depósitos irregulares em sua conta. Teve o seu sigilo bancário quebrado e na semana passada, por unanimidade, o Conselho de Ética da Presidência da República absolveu Allan porque ele comprovou a origem lícita do dinheiro que entrou em sua conta.

Como a Folha não deu importância ao  assunto, a ombdusman do jornal escreveu o seguinte: "A Comissão de Ética da Presidência da República arquivou o processo sobre desvio ético do ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo. A conclusão foi que ele conseguiu comprovar a origem do R$ 1 milhão movimentado. A notícia deveria estar na Primeira Página, já que as acusações contra ele foram manchete em fevereiro".

Ontem também, numa coluna assinada por Otávio Cabral, a revista Veja informou que o presidente do PT, Rui Falcão, viajará a Brasília nesta semana para sugerir que tanto o governador Agnelo Queiroz, do PT, quanto o vice Tadeu Filipelli, do PMDB, renunciem aos mandatos.

Falcão imediatamente desmentiu a notícia, disse que a nota não tem "nem pé, nem cabeça" e reafirmou o apoio do partido a Agnelo. Além do mais, por que Filipelli, do PMDB, que não teve o nome vinculado a Carlinhos Cachoeira ou à construtora Delta, renunciaria ao mandato?

Veja não explicou, é claro.

Como a Folha não publicou, é óbvio.

Jornalismo às avessas, errado do início ao fim.

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