Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Liberdade de Expressão: Todo apoio ao @CartaPotiguar - #ApoioAoCartaPotiguar

Por Renato Pontes

http://www.renatopontes.com/?p=209

Diz-se que na Idade Média acreditava-se piamente que a Terra era o centro do Universo.

Regados pela teoria de São Tomás de Aquino, padre e importante filósofo medieval, de que a Terra era o Centro do Universo (Geocentrismo), teoria que veio somar com a ideia difundida pela igreja, de que a terra teria sido criada por Deus para os homens, que então tinha um papel central no Universo. Naquela época, apesar da ideia estar massificada e confirmada por um dos filósofos mais importantes daquele tempo, surgiu uma ideia diferente: Galileu Galileu, físico, matemático, astrônomo e filósofo teria descoberto, com seu próprio telescópio, as quatro luas de Júpiter (que giravam em torno do Sol), o que contrariava completamente a ideia até então massificada do Geocentrismo e confirmava a Teoria do Heliocentrismo (que os planetas giravam em torno do Sol). Naquele momento, Galileu foi ameaçado de Morte pelos defensores do Geocentrismo e completamente censurado. E durante toda a nossa história, não faltam casos que se assemelham a este.

Uso este breve e resumido relato sobre o acontecido na Idade Média para ilustrar o que hoje me causou profunda tristeza e desânimo: Por pensar diferente e propor uma mudança no controle de animais, Daniel Menezes (fundador do Carta Potiguar) foi ameaçado de morte e teve seu site (www.cartapotiguar.com.br) censurado, uma versão moderna do acontecido com Galileu.

Contextualizando

Por volta das 8:00 do dia 30 de Março de 2012, Daniel Menezes publicou, no Carta Potiguar, um texto intitulado "Morte aos Gatos", onde explicitava os inúmeros problemas causados pela falta de controle de zoonoses e propunha que houvesse, assim como há em outros Países, o sacrifício de animais.

Nos comentários do texto era possível ver, desde manifestações pacíficas em contrário até ameaças de morte ao autor, o que me lembrou muito um regime de exceção.

Liberdade de Expressão e Pensamento

Os brasileiros já sofreram com um Regime de Exceção. Aqui não era permitido falar mal do Governo ou expressar ideias contrárias as defendidas pelo sistema. Aos infratores a censura, e em casos mais graves a tortura, o exílio e a morte.

Quão saudável é censurar um canal de comunicação por este expressar uma ideia que contraria a sua? Ressalvada a proporcionalidade, o que aconteceu com o Carta Potiguar (na internet) é comparável ao fechamento de um Jornal (na vida prática) e isso, em nenhuma hipótese, é saudável.


A Jornalista Adriana Amorim, Editora do Diário de Natal e Militante do Movimento dos Blogueiros Progressistas, postou comentário em seu twitter apoiando a censura imposta ao Carta Potiguar em ato de protesto ao texto "Morte aos Gatos". Aproveito o ensejo para declarar total repúdio a manifestação da Jornalista, que sigo e respeito.

Vamos respeitar o direito de livre manifestação de pensamento de todos e aprender a conviver com as diferenças: Nem sempre iremos ouvir o que queremos, e censurar o que não queremos ouvir pode parecer medo de estar errado.

Comentários

  1. Caro,

    nem um comentário foi apagado. Todos foram aprovados, inclusive, o texto do consciência.blog.br foi publicado, mesmo com a incitação de pedir para que as pessoas fossem até o meu twitter e o site da carta para protestar contra mim (no contexto protestar ganhava coloração de "vão lá e ataquem ele).

    Agora se o controle populacional via sacrifício (não utilizei a palavra 'extermínio'. Quem usa é o sr) é uma prática atrasada, então Recife, Paris e inúmeras cidades americanas vivem na escuridão, pois lá o sacrifício de animais é prática consolidada.

    Porque não pedem o respeito a vida dos ratos? Porque a visão a favor de gatos e cachorros, em que pese todos os entraves já relacionados, diz respeito a uma visão idílica da natureza e, em especial, apenas de alguns animais.

    Além disso, Tiago, sua namorada e outros comemoraram os ataques que sofri (estão todos lá nos comentários e em alguns tweets).

    Eu não inventei nada, como você tenta fazer passar.

    Democracia se faz com diálogo e debate, pesando argumentos e demonstrando diferenças. Não se faz tentando destruir a fonte emanadora de argumentos.

    Desqualificação, ataques e incitações são práticas fascistas.

    Querer eliminar quem pensa diferente é prática corrente de fascistas totalitários...

    Mas para a minha coerência e dos meus amigos da carta, ninguém foi nem continuar a ser vetado, nem muito menos iremos promover assassinatos de reputação.
    Não combina com a gente.

    Daniel MEnezes

    ResponderExcluir
  2. Tiago,

    01) Controle de animais é sinônimo de extermínio? Então o extermínio vem sendo praticado no mundo inteiro, pois controle de animais é prática corrente em várias cidades do nosso país e do mundo (chile, frança, eua, londres, etc). Não dá para argumentar, tentando apontar um cenário inexistente.

    02) em nenhum momento ofendi ninguém. Já os fundamentalistas sim. Só ver os tweets e comentários que venho recebendo, pessoas que foram incitadas por um site vegan.

    03) Respeito o debate democrático pq respeito a capacidade do debate por argumentos e não por tentativas de atacar a pessoa emanadora da fonte.

    04) Tentar eliminar quem discorda de você tem nome: fundamentalismo totalitário.

    05) não suprimi nenhum comentário. O comentador acima mente quando fala isso. Todos foram publicados, até porque a nossa plataforma aprova o comentário automaticamente. Publiquei, inclusive, texto que incitava ódio contra mim (que fez ressalva apenas após minhas reclamações).

    06) A carta irá continuar como um espaço aberto para discutir aquilo que acha interessante. Não irá se intimidar pelo ataque de nem um grupo fundamentalista.

    Daniel Menezes

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas