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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Gurgel na alça de mira da CPI do Cachoeira

Será que o PGR também vai sentar-se sobre as denúncias contra José Agripino?

O procurador-geral da República Roberto Gurgel é um dos alvos mais desejados pelos parlamentares governistas excitados com a criação da CPI do Cachoeira. Segundo a coluna desta segunda-feira de Cláudio Humberto, eles planejam confrontar Gurgel com a suspeita de não tomar providências contra o jogo ilegal e o escândalo de corrupção revelado pela Operação Vega, da Polícia Federal, em 2007, com envolvimento de autoridades e até suposta compra de sentenças. Segundo dirigentes, PT também está ansioso para indagar de Gurgel, na CPI, por que não agiu quando soube que a investigação contra o contraventor Carlos Cachoeira havia "fisgado" o senador Demóstenes Torres (GO). Apesar das descondianças petistas, Gurgel sempre garantiu que jamais deixou de cumprir suas obrigações.

Grampos de uma operação mais antiga da PF revelaram que Demóstenes pediu ao contraventor que lhe custeasse despesas de táxi-aéreo e vazou informações oficiais a ele. Apesar de ter recebido as gravações em 2009, o procurador-geral da República não tomou providências a respeito, argumentando que aguardava a conclusão de investigações paralelas. O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (PT), disse que o encaminhamento de uma denúncia ao STF possibilitaria esclarecer se a demora de Gurgel foi "coisa normal do processo ou prevaricação".

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