Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Escândalo entre os batistas: Igreja é ameaçada de despejo

São 92 igrejas batistas filiadas à convenção norteriograndense. Na última assembléia que deveria ter aprovado a venda do espaço no Barro Vermelho, mas não o fez, 115 votaram contra o negócio. Representantes de diversas igrejas, inclusive os apenas 25 que representavam a Igreja Batista Viva. Note que foram quase cinco vezes a representação da igreja que se posicionou contra a venda. E esse dado é importante para o que segue.
Diante dos problemas imensos que o processo de venda, viciado, apresenta, conforme temos publicado aqui no blog, um grupo de irmãos, que está na assembléia da Convenção, que acontece em Apodi, pretende apresentar proposta para que a questão seja rediscutida. A possibilidade de apresentação da proposta estava por ser negada pela Comissão responsável pelo acolhimento, mas um ato falho de membro da comissão atrapalhou os planos dos dirigentes da igreja. O membro da comissão disse, em público, que havia uma orientação expressa pela presidência da Convenção para que nenhuma proposta do grupo fosse acolhida sob a desculpa de ser intempestiva. Isso gerou uma discussão e, por ferir frontalmente os princípios democráticos dos batistas, a proposta será no mínimo acolhida para debate em plenário.
Mas essa não é a pior parte da história. O grupo que se opõe à venda é considerável e além de membros da Igreja Batista Viva, tem representantes de diversas outras igrejas. Mas para o secretário executivo da Convenção, a história se resume a um embate entre uma igreja contra 91. E sabe qual vai ser o resultado? A Igreja Batista Viva sofre ameaça de ser expulsa, num verdadeiro Polgrom, do espaço que atualmente ocupa - no prédio que desejam vender.
O crime da igreja? Questionar um processo de venda de um patrimônio imenso - processo esse cheio de lacunas mal-explicadas e versões que não batem. Fui ameaçado de processo por questionar. Mas se qualquer um de meus leitores se der ao trabalho de reler todos os textos que publiquei aqui sobre o tema perceberá que os meus questionamentos sáo sérios e dignos de serem respondidos. Mas os homens de Deus, em vez de responderem, se valeram de comentários anônimos e ataques baixos a esse blogueiro e a esse blog.
Como seguidor de Jesus Cristo prosseguirei na luta por justiça neste caso, como tenho feiro com Judas, Pecados Capitais e Judas. E se no fim os únicos punidos no âmbito da igreja formos nós mesmos, seremos felizes, porque assim fizeram a Jesus, aos profetas e as apóstolos.

Comentários

Postagens mais visitadas