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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Escândalo entre os batistas: Igreja é ameaçada de despejo

São 92 igrejas batistas filiadas à convenção norteriograndense. Na última assembléia que deveria ter aprovado a venda do espaço no Barro Vermelho, mas não o fez, 115 votaram contra o negócio. Representantes de diversas igrejas, inclusive os apenas 25 que representavam a Igreja Batista Viva. Note que foram quase cinco vezes a representação da igreja que se posicionou contra a venda. E esse dado é importante para o que segue.
Diante dos problemas imensos que o processo de venda, viciado, apresenta, conforme temos publicado aqui no blog, um grupo de irmãos, que está na assembléia da Convenção, que acontece em Apodi, pretende apresentar proposta para que a questão seja rediscutida. A possibilidade de apresentação da proposta estava por ser negada pela Comissão responsável pelo acolhimento, mas um ato falho de membro da comissão atrapalhou os planos dos dirigentes da igreja. O membro da comissão disse, em público, que havia uma orientação expressa pela presidência da Convenção para que nenhuma proposta do grupo fosse acolhida sob a desculpa de ser intempestiva. Isso gerou uma discussão e, por ferir frontalmente os princípios democráticos dos batistas, a proposta será no mínimo acolhida para debate em plenário.
Mas essa não é a pior parte da história. O grupo que se opõe à venda é considerável e além de membros da Igreja Batista Viva, tem representantes de diversas outras igrejas. Mas para o secretário executivo da Convenção, a história se resume a um embate entre uma igreja contra 91. E sabe qual vai ser o resultado? A Igreja Batista Viva sofre ameaça de ser expulsa, num verdadeiro Polgrom, do espaço que atualmente ocupa - no prédio que desejam vender.
O crime da igreja? Questionar um processo de venda de um patrimônio imenso - processo esse cheio de lacunas mal-explicadas e versões que não batem. Fui ameaçado de processo por questionar. Mas se qualquer um de meus leitores se der ao trabalho de reler todos os textos que publiquei aqui sobre o tema perceberá que os meus questionamentos sáo sérios e dignos de serem respondidos. Mas os homens de Deus, em vez de responderem, se valeram de comentários anônimos e ataques baixos a esse blogueiro e a esse blog.
Como seguidor de Jesus Cristo prosseguirei na luta por justiça neste caso, como tenho feiro com Judas, Pecados Capitais e Judas. E se no fim os únicos punidos no âmbito da igreja formos nós mesmos, seremos felizes, porque assim fizeram a Jesus, aos profetas e as apóstolos.

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