Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Última matéria da ESPN em Natal mostra a escola pública que se tornou espaço de debate e conscientização sobre abusos da Copa



A escola pública municipal Francisca Ferreira da Silva fica no bairro Bom Pastor, um dos mais violentos de Natal, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Diante dos abusos que acontecem na cidade, como desapropriações de moradias, desrespeito a reservas naturais, desperdício de dinheiro e atrasos em obras, a diretora Euzélia Leite abriu as portas para pais e moradores discutirem os problemas da comunidade.

"É uma conscientização política para o pessoal, para saber o que nós precisamos reivindicar, reclamar, ser contra ou a favor. O problema da desapropriação é muito sério, atinge 429 moradias. Enquanto a gente poderia estar feliz com a vinda da Copa, na verdade é um momento de tristeza", disse a diretora.

Um dos participantes das reuniões, o mestre de obras Antônio Fernandes, que terá de deixar sua casa para dar espaço às obras previstas pelo governo, contou que nenhum órgão da prefeitura se mobilizou para negociar com os moradores. "Estamos preocupados, sem saber para onde vamos. Eu não vou aceitar qualquer casa em qualquer canto que eles queiram jogar a gente. Não dá. A gente quer nossa cidade bonita, mas a gente quer exigir nosso direito como cidadão".






Comentários

Postagens mais visitadas