Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#SOSCulturaRN: discutindo cultura potiguar

Daqui a pouco, 15 h, iniciaremos mais um Tuitaço. Desta feita, pretendemos discutir temas relacionados à situação das Políticas Culturais, particularmente no Rio Grande do Norte. Ainda que se estimule a produção de textos sobre a [desastrosa] gestão de Ana de Hollanda à frente do Ministério da Cultura, a ideia é discutirmos as também desastrosas gestões de cultura em nível de município e estado.
Semana passada, a situação referente ao desmonte da Orquestra Sinfônica do RN e do Coral Canto do Povo vieram à público - assim como a informação de que o governo não pretende realizar novos concursos e estimula a Orquestra a organizar uma OSCIP para ser contratada pelo Estado - tornando terceirizados servidores concursados.
Junte a isso o estímulo aos eventos - como se gestão cultural fosse resumida apenas à cultura de eventos - e a falta de incentivo a projetos de formação artística e de platéia - como ficou evidente no episódio da reprovação do Projeto Cena Aberta Formação, da Casa da Ribeira, pela Comissão da Lei Câmara Cascudo.
Que política cultural temos na cidade? Como melhorar isso? Como avançaremos sem uma concreta ação em defesa da cultura? Afinal, a gente quer diversão e arte.

Comentários

Postagens mais visitadas