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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Constrangedor papel de quem acusa

Lá se vão quatro meses que foi deflagrada a Operação Sinal Fechado.  Publiquei um resumo aqui.  Neste post, comento a hipócrita face de bom moço do senador José Agripino (DEM).
Agripino, aliás, teve uma oportunidade de ouro de fazer com que seus adversários políticos, denunciados e transformados em réus - os ex-governadores Wilma de Faria e Iberê Ferreira - fossem desacreditados.  Por que não o fez e preferiu calar?  O nome de José Agripino aparece em várias partes dos documentos públicos.  Desde então Agripino anda silencioso.  Diante das crises que o DEM enfrentou, especialmente a última com Demostenes Torres, todos queriam ouvir José Agripino.  Ninguém ouviu.
Será que o silêncio que a Operação Sinal Fechado provocou em setores da imprensa e da política será uma dia desfeito?

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