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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O falso debate dos blogueiros de esquerda

Existem coisas ridículas, de envergonhar e dar nojo no mundo.  Uma dessas coisas foi parida ontem - e é esse texto, cujo conteúdo piora cada vez que alguém tenta defendê-lo.
De minha parte, farei aqui apenas um comentário, do parágrafo que comento abaixo - e a seguir publicarei o comentário de Victor Farinelli:

A “militância petista”, que, pela ausência de um programa político nitidamente socialista, acabou por ser educada apenas para contra-atacar os tucanos, Globo, Folha, Veja e Estadão com fins eleitorais, agora é utilizada também para combater ativistas da esquerda e movimentos sociais que resistem naquelas lutas por onde o trator do capitalismo desenvolvimentista organizado pelo lulismo pretende passar, como pode ser visto nas entre 140 a 170 mil famílias que serão deslocadas/despejadas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas , no deslocamento dos indígenas e ribeirinhos em Belo Monte e outras hidrelétricas previstas para a região da Amazônia, entre tantos outros exemplos, como recentemente ocorreu no Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior paulista.
 O trecho é dos mais absurdos do texto.  Vejo o #BlogProg relacionado intimamente às lutas populares relativas às obras da Copa e à situação dos que seram despejados/deslocados (aqui no RN realizamos esse debate, apoiamos as ações do Comitê Popular da Copa e da Associação dos Atingidos, e ontem no encontro da grande Natal esse tema foi mais uma vez discutido).  Além disso, temos visto - eu pelo menos tenho publicado textos -, sobre Belo Monte.  E o caso do #Pinheirinho é, talvez, o mais emblemático: eu e muitos companheiros do movimento temos destaque a todas as questões relativas à desocupação - às violências, desaparecimentos.  Companheiros estiveram lá em São José dos Campos ouvindo os relatos.

Enfim, as acusações são injustas e parecem querer desqualificar o movimento e, aí sim, interditar o debate.


P.S.: Alertaram-me que o parágrafo citado não deixa claro que o texto critica o BlogProg por se referir à "militância petista".  Esclareço, então, que o texto acusa o movimento de blogueiros progressistas de ser uma mera "militância petista".  O link está acima.

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