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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#NatalMinhaCasaMinhaVida: Comitê Popular discute alternativas à projetos da Copa

Por Dinarte Assunção
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Alternativas para o imbróglio gerado em torno das desapropriações referentes à Copa do Mundo em Natal serão debatidas no Departamento de Arquitetura da UFRN na manhã deste sábado. A iniciativa é do Comitê Popular da Copa do Mundo (CPCM), cujo discurso denuncia a exclusão dos principais envolvidos no assunto, os moradores das áreas atingidas.
“Estão desrespeitando o direito à moradia. Não debatem com a população. A empresa que fez os projetos não ofereceu alternativas”, criticou o advogado Marcos Dionísio em entrevista ao Jornal 96, integrante do CPCM. Além disso, conflitos de declarações de Demétrio Torres, titular da Secopa estadual, sugerem que o Parque das Dunas será invadido para ceder lugar à ampliação da Avenida Engenheiro Roberto Freire.
De acordo com Dionísio, as câmaras técnicas de discussão também foram postas à margem do caso. “Sem contar a transparência. Não estão atualizando os portais que tratam dos gastos da Copa”, diz o advogado, que não se diz contra a Copa do Mundo: “Só queremos o sucesso compartilhado. Para todos”.

Dionísio também denuncia que, no caso das desapropriações, cunhadas em nome da mobilidade urbana, não se pensou no projeto coletivo. “Estão priorizando ações para o uso de veículos particulares, sem que se traduza em soluções para os problemas de mobilidade urbana da cidade”, disse ele.

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