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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ex-prefeito e ex-secretária de Alexandria respondem por dispensa indevida de licitação — Internet da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte

Ex-prefeito e ex-secretária de Alexandria respondem por dispensa indevida de licitação

A dispensa indevida de licitação para adquirir merenda escolar em Alexandria (RN) levou o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte a denunciar o ex-prefeito Nei Moacir Rossatto de Medeiros e a ex-secretária de educação Francisca Ferreira da Conceição. A ação demonstra que a conduta foi praticada na forma de fracionamento irregular de licitação, beneficiando as empresas Francisco Genildo da Silva ME e Leomar Ferreira de Sousa ME, fornecedoras dos alimentos. O crime é punido com até cinco anos de detenção.

A Prefeitura de Alexandria recebeu R$ 78.495,00 em 2003 e R$ 45.583,20 em 2004, para execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar na cidade, totalizando R$ 124.078,20 destinados à aquisição da merenda. No entanto, a Controladoria Geral da União apurou que os gêneros alimentícios foram adquiridos sem o devido processo licitatório.

Segundo o procurador da República Fernando Rocha de Andrade, que assina a denúncia, "resta claro que a dispensa do processo licitatório, longe de qualquer interesse público, foi uma maneira artificiosa de fugir ao maior rigor da lei, uma vez que a ausência de licitação possibilitou a contratação direta das empresas".

A denúncia destaca que, "ao analisar os depoimentos dos fornecedores, fica ainda mais patente qual era o intento do ex-gestor municipal ao dispensar licitação, na medida em que aqueles afirmaram ter amizade ou afinidade partidária com Nei Moacir Rossatto de Medeiros".

Os fornecedores afirmaram, ainda, terem sido procurados pela então secretária de educação, para vender os alimentos destinados à merenda escolar do município. Dessa forma, a ex-secretária é acusada de ser conivente com a conduta ilícita do ex-prefeito.

A denúncia será analisada pela 12ª Vara da Justiça Federal em Pau dos Ferros.

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