Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

ESPN mostra rádio comunitária fechada após luta por direitos de moradores

Do site da ESPN

Depois de quatro anos funcionando de forma irregular, mas sem nenhuma restrição, a rádio comunitária Novo Horizonte, cujo público era a periferia de Natal, não pode mais transmitir em FM. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fechou a rádio justamente após o veículo começar a fazer denúncias relacionadas à Copa do Mundo de 2014, cuja uma das sedes é a capital do Rio Grande do Norte.

O radialista José Maria Silvino contou: “Nós terminamos uma programação do dia 15 ao dia 20 de dezembro, na qual discutimos a questão da mobilidade urbana, que para nós está acontecendo de forma errônea, e quando chegamos ali fora, já havia uma viatura da Anatel, que calou a nossa voz”.
Com obras sem explicação, construção do estádio Arena das Dunas atrasada, avenidas que passam sobre casas populares e desapropriações - 429 desapropriações residenciais, 119 comercias e 41 em terrenos particulares e públicos – sem aviso prévio, a rádio Novo Horizonte era uma forma das pessoas de comunidades carentes receberem informações às quais nem todos tem acesso.

“Estamos no período de ditadura democrática dentro do nosso estado do Rio Grande do Norte”, disse Silvino, que completou: “Fomos amordaçados para não usar nossa voz”.


Comentários

Postagens mais visitadas