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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

@alissoncal: O silêncio de José Agripino

Por Alisson Almeida
                                                       
O senador José Agripino, presidente nacional do DEM, conhecido aqui na Taba como Jajá, gosta de posar de paladino da ética em Brasília.  Os potiguares, porém, sabem que a verdade é outra e conhecem a história do senador do rabo de palha.

Agripino nunca perde a chance de tripudiar do PT quando petistas são acusados de participação em algum escândalo político. Já quando o caso é com o DEM, aí a conversa é outra. Tomemos como exemplo a Operação Monte Carlo, deflagrada no início do mês pela Polícia Federal em Goiás, levando para a prisão o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Ocorre que a operação revelou a ligação íntima do mafioso com o governador tucano Marconi Perillo e com o senador Demóstenes Torres, do DEM do senador José Agripino. Flagrado em 298 ligações com Cachoeira, Demóstenes tratava o bicheiro como "professor". Dele, o democrata recebeu, como presente de casamento, um mimo: uma cozinha completa, avaliada em R$ 30 mil.

Para justificar a amizade com o bicheiro, Demóstenes proferiu uma das maiores pérolas do cinismo político brasileiro: "Pensei que ele tivesse abandonado o crime". Depois, em discurso no Senado, ele disse não ter o hábito de perguntar o preço dos presentes que recebe. Muito educado.

O senador José Agripino, líder o partido de Demóstenes, não disse uma só palavra sobre o escândalo. Talvez nem fosse preciso, uma vez que o democrata contou com a solidariedade dos colegas de Casa, inclusive, pasmem, dos petistas.

Mas, pensem comigo, vocês acreditam que, se o caso envolvesse um petista, Agripino teria adotado esse estranho silêncio?

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