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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#Pinheirinho: Moradores denunciam abuso sexual, furto e violência da PM

Por Altamiro Borges
(http://altamiroborges.blogspot.com/2012/02/suspeita-de-abuso-sexual-no-pinheirinho.html)

Saiu no final da tarde de hoje (3) no UOL:

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Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho

ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

Atualizado às 17h47.

Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).

Uma moradora afirmou ao Ministério Público Estadual que, durante a desocupação da área, em 22 de janeiro, um PM a obrigou a fazer sexo oral nele e também teve seu corpo tocado pelo militar.


O depoimento foi prestado ao promotor João Marcos Costa de Paiva e acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), no dia 1º...

Há também relatos de que PMs comeram mantimentos de moradores do Pinheirinho durante a desocupação, que um dos militares chegou a ameaçar abusar sexualmente de um jovem que vivia no lugar, e que dinheiro dos moradores foi roubado.

Os moradores afirmam ainda que policiais consumiram cocaína em um veículo oficial e que levaram a droga para dentro da casa de uma família.


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As denúncias são graves, deprimentes e revoltantes, e exigem rápida e rigorosa apuração. A desocupação do Pinheirinho, ocorrida na madrugada de 22 de janeiro, já foi motivo de inúmeras críticas por sua brutalidade, covardia e ilegalidade. A própria presidenta Dilma Rousseff caracterizou a ação do PM de "barbárie". Juristas, artistas e várias entidades de direitos humanos condenaram a operação.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste em se jactar que a desocupação militar foi um sucesso. Alguns "calunistas" da mídia demotucana até avaliam que houve "pouca violência". Será que o governo de São Paulo, partidário da política higienista, vai apurar as denúncias com o devido rigor? A pressão da sociedade será indispensável para conter a onda de fascistização que contamina São Paulo.

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